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Geral

Médico passo-fundense voluntário atende feridos próximos à linha de frente da guerra na Ucrânia

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia completa quatro anos desde o início da invasão em fevereiro de 2022 e continua provocando destruição, mortes e uma grave crise humanitária.  Em meio a esse cenário, brasileiros também vivem de perto a realidade do conflito.  Um deles é o médico voluntário passo-fundense Matheus Falabrette, que está atuando no sul da Ucrânia, próximo a regiões de intensos combates, atendendo principalmente soldados feridos e civis atingidos pelos ataques.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o médico Matheus Falabrette afirmou que está na Ucrânia há cerca de uma semana e permanecerá no país por aproximadamente 45 dias, atuando como voluntário em uma base médica próxima da linha de frente.  Ele explica que decidiu participar da missão ao acompanhar o sofrimento da população ucraniana diante da guerra.  Segundo ele, o clima de tensão é permanente e os alarmes de ataque aéreo soam dia e noite. É uma rotina marcada por sirenes constantes de alerta e ameaças de bombardeios.  Em alguns momentos, durante o atendimento, a equipe precisa interromper o trabalho e buscar abrigo por causa do risco de bombardeios.  A estrutura de atendimento também é improvisada.

A base médica funciona em um antigo prédio escolar que foi transformado em centro de estabilização.  Os soldados feridos chegam diretamente da linha de frente, recebem os primeiros atendimentos e, após estabilização, são encaminhados para hospitais de referência em cidades maiores. De acordo com o médico, a maior parte dos atendimentos envolve militares feridos em ataques com drones, que se tornaram uma das principais armas utilizadas no conflito.

Natural de Passo Fundo, o médico afirma que a decisão de ir até a Ucrânia está ligada ao compromisso humanitário da profissão e ao desejo de ajudar quem vive o drama da guerra. Ele também avalia que o conflito ainda deve se prolongar por tempo indeterminado e que a reconstrução do país levará muitos anos, mesmo quando os combates chegarem ao fim.