Emoção, Afeto e Comportamento: capacidade de comunicação será o diferencial do profissional em tempos de inteligência artificial
O programa semanal Emoção, Afeto e Comportamento, apresentado pelo psiquiatra Dr Erico Hecktheuer , recebeu na última terça-feira (3) a fonoaudióloga Cleidir Roçarolla, conhecida nacionalmente como Fono das Estrelas. A entrevista trouxe uma reflexão profunda sobre voz, comunicação e o diferencial competitivo que saber se comunicar pode representar no futuro, especialmente em tempos de inteligência artificial. Com 17 anos de formação em fonoaudiologia e trajetória consolidada na área de neurologia e neuropediatria no Paraná, Cleidir contou que sua virada de carreira aconteceu durante a pandemia, ao participar de um evento em São Paulo, onde ajudou um palestrante que estava sem voz.
A partir dali, passou a atuar com artistas, influenciadores e grandes nomes do mercado digital, ampliando sua atuação para estratégia de comunicação, posicionamento e oratória. Segundo ela, o grande diferencial dos próximos anos não será apenas o conhecimento técnico, mas a capacidade de comunicar. Cleidir destacou que, com o avanço da inteligência artificial, o acesso à informação se tornou democrático e imediato. Se antes o destaque era de quem possuía mestrado, doutorado ou acesso restrito ao saber, agora a diferença estará em quem consegue transformar conhecimento em narrativa clara, envolvente e estratégica. Para a especialista, a comunicação é uma habilidade treinável.
Ela explicou que muitos bloqueios para falar em público estão ligados à chamada voz interna, construída a partir de experiências emocionais, julgamentos e traumas da infância. Essa voz influencia pensamentos, sentimentos e comportamentos, impactando diretamente a segurança ao se expressar. Trabalhar essa dimensão interna é, segundo Cleidir, o primeiro passo para desenvolver autoridade e presença. Ela ressaltou que, na economia atual, a atenção é a nova moeda.
Influenciadores digitais que dominam a comunicação conseguem engajamento, constroem comunidades e geram resultados financeiros mesmo sem formação acadêmica tradicional. Isso reforça que a habilidade comunicativa se tornou estratégica para qualquer área profissional. Cleidir também destacou que, em um mundo onde máquinas produzem conteúdo e replicam informações, o que continuará sendo exclusivamente humano é a capacidade de comunicar com emoção, autenticidade e propósito. Saber se comunicar deixará de ser apenas uma habilidade desejável para se tornar um diferencial decisivo no futuro profissional, destacou.