Skip to content

Política

Aprovação da PEC 241 e congelamento do salário-mínimo atrasará o crescimento do país, avalia economista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

A Câmara dos Deputados, na última segunda-feira (10) iniciou a primeira votação de uma proposta de emenda constitucional, também chamada de PEC 241. A proposta prevê um teto para os gastos públicos que congela as despesas do Governo Federal por até 20 anos.

 

A PEC é considerada umas das maiores mudanças fiscais em décadas e uma saída para sinalizar a contenção do rombo nas contas públicas e tentar superar os efeitos da atual crise econômica.

 

Dentre as principais mudanças está o congelamento do valor do salário-mínimo, que seria reajustado apenas conforme a inflação. A medida impede a possibilidade de aumento real, ou seja, acima da inflação.

 

Para a professora e economista Cleide Moretto, a nova emenda constitucional atrasa os indicadores econômicos e quem mais vai sentir os efeitos é o assalariado e a sociedade em geral. Segundo ela, o maior problema da economia brasileira é que os gastos públicos ultrapassam os níveis de tributação e não tem retorno em benefícios para a sociedade.

 

A economista salienta ainda que o congelamento da remuneração mínima diminui o poder de compra do trabalhador, comprometendo o bem -estar de toda a sociedade.

 

Outro ponto destacado por ela é que a produção interna irá diminuir, o que requer uma importação maior, consequentemente aumenta o número de desemprego e atrasa o crescimento do país.