Fevereiro tem menos casos de dengue neste ano em Passo Fundo, mas período crítico não começou
Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul confirmou nesta semana o 3º caso de dengue em 2026 em Passo Fundo. Até a semana passada, o município contabilizava dois registros, sendo um autóctone, contraído dentro da cidade, e outro importado, de morador que adquiriu a doença fora Agora, são três confirmações, duas delas autóctones. Todos os casos envolvem homens, e o mais recente está na faixa etária entre 40 e 49 anos. O novo registro, também contraído no próprio município, reforça o alerta para a circulação do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A orientação das autoridades é clara: a comunidade precisa intensificar os cuidados e evitar qualquer acúmulo de água parada, ambiente propício para a proliferação do vetor.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Passo Fundo, Ivania Silvestrin, explicou que o município é considerado infestado pelo Aedes aegypti desde 2013. Segundo ela, o histórico recente inclui anos com grande número de casos, como 2021 e 2022, o que demonstra que o cenário exige atenção constante. Ela destaca que, possivelmente, os ovos do mosquito já estavam infectados de anos anteriores e encontraram condições favoráveis para eclodir.
Apesar do novo registro, o cenário atual é mais tranquilo do que no mesmo período do ano passado. Conforme a coordenadora, em fevereiro de 2025 o município já contabilizava cerca de 20 casos, enquanto agora soma três. Ela atribui essa redução ao trabalho intenso de orientação e conscientização realizado pela Secretaria de Saúde e pela Prefeitura. No entanto, Ivânia faz um alerta enfático: a fase mais crítica da dengue está prestes a começar. Segundo ela, o período entre março e maio historicamente concentra o maior número de casos. Isso ocorre porque é uma época de retorno de viagens a áreas endêmicas, maior circulação de pessoas e aumento da proliferação do mosquito, com maior eclosão de ovos.