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Desenvolvimento

IE: Edifício Chicago é um marco para arquitetura em Passo Fundo com participação de empresas da cidade e região

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A construção do novo Edifício Chicago e a reforma da estrutura histórica do IE também movimentaram a economia local e regional. A grande maioria das empresas que participou do processo está em Passo Fundo ou na região, gerando empregos e renda. Conforme destacou Erasmo Carlos Battistella à Uirapuru, mais de 80% da obra foi executada por empresas de Passo Fundo ou em um raio de até 50 quilômetros. Segundo ele, essa visão de fomentar a economia regional também é aplicada em outros investimentos do grupo, como a nova indústria de etanol instalada na cidade. A estrutura pré-moldada, os vidros e grande parte dos fornecedores envolvidos na obra do IE são da região, fortalecendo o compromisso social com o desenvolvimento econômico local.

Falando à Rádio Uirapuru sobre o projeto, o arquiteto Ricardo Lângaro destacou o desafio técnico e estrutural da obra. Ele relembrou que em 2022 encontrou a escola em situação praticamente falida e participou tanto da restauração do prédio Texas quanto da concepção do Chicago. Lângaro explicou que o Texas estava interditado pelo Corpo de Bombeiros desde 2015 e exigiu uma engenharia de sustentação para possibilitar a recuperação estrutural com segurança. Sobre o Chicago, afirmou que a decisão pelo sistema construtivo pré-moldado foi estratégica para garantir a entrega em apenas um ano, prazo que seria inviável com método tradicional. Ele detalhou que a escolha técnica foi fundamental para cumprir o cronograma estabelecido.

O arquiteto ressaltou ainda a responsabilidade da arquitetura em criar obras duradouras e de utilidade pública. Segundo Lângaro, o traço inicial do Chicago partiu de seu filho, Fernando Lângaro, que atua há 13 anos no escritório, o que lhe trouxe satisfação pessoal e profissional. Para ele, o projeto preserva a história do Texas e inaugura um novo capítulo na trajetória do Instituto Educacional de Passo Fundo.

A empresa GJG foi a grande parceira na construção do edifício. A Uirapuru conversou com os empresários Jolcenir Chiko Franceschi e Gilson Franceschi sobre como foi encarar o desafio. Conforme Chiko, o projeto chegou até a empresa por meio da Lângaro Arquitetura.  O prazo reduzido para a entrega foi apontado como um dos principais obstáculos, mas, segundo ele, todo o processo foi cuidadosamente planejado.  A GJG foi responsável pelas fundações e estruturas, participando desde a primeira etapa da obra. Para o empresário, foi uma honra contribuir com uma construção que representa um marco para Passo Fundo e que ficará registrada na história do município.

Gilson Franceschi detalhou os diferenciais técnicos do empreendimento.  Conforme explicou, o edifício possui aproximadamente 12 mil metros quadrados de área construída.  Trata-se de uma estrutura vertical com sete pavimentos, sendo um subsolo, térreo e mais cinco andares superiores. Ele destacou que a obra representou um recorde interno para a empresa e agradeceu aos colaboradores pelo empenho. O desafio foi apresentado e, conforme frisou, cumprido com excelência.

Um dos pontos que mais chamou atenção foi a execução das fundações.  Foram utilizados cerca de 1.400 metros cúbicos de concreto em apenas 20 dias de trabalho.  A agilidade foi possível, conforme explicou, graças à estrutura própria da empresa em Passo Fundo, que conta com usina de concreto e mão de obra qualificada, permitindo jornadas estendidas até o período da noite.

Na sequência, teve início a fase do pré-fabricado, que envolveu cerca de 2.400 peças diferentes, totalizando aproximadamente 2.200 metros cúbicos de concreto transformados em elementos estruturais.  Em peso, isso representa mais de 5 mil toneladas, o equivalente a cerca de 150 viagens de carreta considerando caminhões com capacidade média de 40 toneladas.

Outro destaque foi a estrutura metálica, que soma cerca de 2.500 metros quadrados. De acordo com o empresário, o resultado é um prédio de sete pavimentos com um grande vão livre que se estende até o último andar, o que representa um marco para a engenharia e para a construção civil local.  Ele ressaltou ainda a emoção de ver o projeto arquitetônico concretizado e transformado em uma obra de referência.