Agente socioeducador é investigado por suspeita de corrupção e facilitação de entrada de celular no CASE em Passo Fundo
Um agente socioeducador é suspeito de envolvimento em irregularidades dentro de uma unidade do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE), em Passo Fundo. O boletim de ocorrência relatando o episódio foi registrado no dia 19 de fevereiro.
Conforme apurado, foram apreendidos um aparelho celular, um carregador e um cigarro eletrônico. A entrada desses materiais é proibida nas unidades socioeducativas, já que podem comprometer a segurança interna, a disciplina e o cumprimento das medidas impostas aos adolescentes.
O caso envolve suspeitas de corrupção passiva, prevaricação e facilitação da entrada de objeto ilícito na unidade. De acordo com o que prevê a legislação, corrupção passiva ocorre quando o servidor público solicita ou recebe vantagem indevida para praticar, retardar ou deixar de praticar um ato de ofício. Já a prevaricação se caracteriza quando o agente deixa de cumprir seu dever funcional ou o faz de maneira inadequada para atender interesse pessoal.
As investigações buscam esclarecer de que forma os objetos teriam ingressado na unidade e se houve participação direta do servidor. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o agente poderá responder nas esferas criminal e administrativa.
A Polícia Civil segue com diligências para apurar todos os fatos.
A reportagem da Uirapuru contatou a direção da instituição que se manifestou através de nota enviada pela assessoria da Fase.
Confira a nota na íntegra
A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) informa que foram adotadas as providências administrativas cabíveis para a devida apuração dos fatos.
O trabalho está sendo conduzido pela corregedoria da instituição que, na última sexta-feira (20/2), instaurou Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), conforme previsto na normativa interna.
A Fase reforça que todas as medidas visam à apuração rigorosa dos fatos, assegurando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.