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Polícia

Polícia apreende celular e computador de esposa de PM suspeito de envolvimento em sumiço de ex-mulher e dos pais dela no RS

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A Polícia Civil apreendeu o telefone celular e um computador que pertence à atual esposa de Cristiano Domingues Francisco, o policial militar preso temporariamente por suspeita de envolvimento no desaparecimento da ex-mulher, Silvana Germann de Aguiar, e dos pais dela.

Os equipamentos foram recolhidos e passam por perícia. A hipótese investigada é de que outra pessoa pode estar envolvida no desaparecimento. O celular da mãe do suspeito também foi apreendido. Tanto a esposa do PM, como a mãe dele, são tratadas como testemunhas.

Silvana, 48 anos, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde o final de janeiro.

A Polícia Civil afirma também que Silvana procurou o Conselho Tutelar 15 dias antes do sumiço para relatar que o filho dela, de 9 anos, teria restrições alimentares e que o pai, Cristiano, estaria desrespeitando suas orientações sobre a dieta da criança.

A criança morava com a mãe, mas passava os fins de semana na casa do pai. Pessoas próximas da mulher relatam que ela e o ex-marido não tinham uma boa relação. A polícia procura entender se essa seria uma motivação para um possível crime.

“Havia essa dificuldade com relação ao filho de questões, especialmente no tocante a restrições alimentares da criança, que, segundo a Silvana, não eram observadas por ele quando ele ficava com o menino no final de semana. O Conselho Tutelar tinha um processo de análise dessa situação”, afirma o delegado Anderson Spier, responsável pela investigação.

Em um grupo em um aplicativo de mensagens, a mulher pediu, no dia 2 de janeiro, o contato do Conselho Tutelar. Em nota, o órgão confirma que ela esteve na unidade de Cachoeirinha no dia 9 de janeiro e relatou que o menino tem intolerância à lactose.

“O pai foi até o CT em 28 de janeiro, mas por demanda livre, não por ter sido chamado pelo órgão. O motivo era saber se o filho poderia ficar com ele (isso ocorreu após os desaparecimentos).”

Após a prisão do homem, o menino foi encaminhado para a casa dos avós paternos. Na última terça-feira (10), duas conselheiras estiveram na residência dos avós para confirmar o vínculo. Na ocasião, a avó paterna apresentou um laudo alegando que o menino não sofre de intolerância à lactose.

O que diz o Conselho Tutelar

“A Silvana esteve no Conselho Tutelar (CT) no dia 9 de janeiro deste ano relatando que o pai não seguia algumas restrições alimentares que o filho teria – intolerância à lactose. O pai foi até o CT em 28 de janeiro, mas por demanda livre, não por ter sido chamado pelo órgão. O motivo era saber se o filho poderia ficar com ele (isso ocorreu após os desaparecimentos).

Ontem (terça-feira), duas conselheiras estiveram na residência dos avós paternos para conferir o vínculo com o neto, o que, de fato, existe. A avó apresentou um laudo de que o menino não sofre de intolerância à lactose. Segundo ela, a família tem psicólogo da família do plano de saúde do pai do menino e que assinaram um termo de compromisso para procurar atendimento. Se houver algum impedimento legal pela prisão do suspeito para utilizar o plano, o CT tem autonomia para solicitar o serviço junto aos profissionais da rede de proteção municipal.”

Nova perícia

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) solicitou complemento à perícia do carro de Silvana. Os peritos estiveram na residência para fazer novos exames e análise no veículo dela. Não foi encontrado sangue, mas foi coletado material genético e impressões digitais que serão analisadas.

 

*G1