Consumo de água no verão aumenta cerca de 20% nas residências
Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, o consumo de água cresce de forma significativa. O calor intenso leva a uma maior ingestão de líquidos, banhos mais frequentes, uso constante de piscinas e irrigação de jardins, além da intensificação de atividades domésticas que demandam mais água. Esse cenário exige atenção tanto da população quanto dos órgãos responsáveis pelo abastecimento, já que a elevação na demanda pode impactar o sistema de distribuição, especialmente em períodos de estiagem. Apesar da previsão de chuva para o fim de semana de Carnaval, o cenário de pouca precipitação nos últimos meses na região de Passo Fundo tem gerado alerta sobre o abastecimento na cidade.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o superintendente regional da Corsan, Aldomir Santi, explicou que a redução no volume de chuvas a partir de dezembro acendeu um sinal de alerta. Segundo ele, até novembro as precipitações estavam dentro da média, mas, desde então, houve queda significativa, justamente em um período de calor intenso, dias mais longos, aumento no consumo e forte evaporação da água nas barragens. Santi destacou que os níveis dos reservatórios vêm baixando de forma considerável. A maior preocupação é com a Barragem da Fazenda, que possui uma bacia de contribuição pequena e é responsável por cerca de 40% do abastecimento de Passo Fundo.
Caso não haja grandes volumes de chuva, a Corsan poderá acionar a transposição de água do Rio Jacuí para complementar e garantir o abastecimento. Além disso, poços perfurados nas proximidades da barragem poderão ser utilizados, se necessário. O superintendente reforçou o pedido para que a comunidade evite o desperdício, especialmente em atividades que consomem grande volume de água, como lavar carros e calçadas com mangueira. Sobre o aumento no consumo, Santi afirmou que, durante o verão, a elevação varia entre 15% e 20%.
Questionado sobre os meses de maior preocupação, ele explicou que, de modo geral, o período entre dezembro e março costuma exigir mais atenção devido ao menor volume de chuvas e à consequente redução no nível das barragens, embora situações críticas também já tenham sido registradas em meses de inverno.