Skip to content

podcast

Nas Entrelinhas: Uso de medicamentos clandestinos para emagrecimento vira questão de saúde pública

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O contrabando de canetas emagrecedoras entrou no centro do debate nacional diante do crescimento das apreensões e dos riscos à saúde pública. No podcast Nas Entrelinhas, da Rádio Uirapuru, o comentarista Mauro Vinícius de Moraes alertou para a entrada irregular desses medicamentos no Brasil, principalmente pela fronteira com o Paraguai, sem controle sanitário e sem exigência de receita médica.

Segundo ele, os produtos são comercializados de forma clandestina, inclusive pela internet e em grupos de mensagens, e transportados de maneira inadequada, escondidos em veículos, ônibus e até em pneus. Mauro explicou que essas canetas exigem refrigeração contínua e que, ao serem transportadas sem esse cuidado, podem perder o princípio ativo ou sofrer alterações desconhecidas. Dados da Receita Federal mostram que, em 2024, foram apreendidas 2.500 unidades, número que saltou para 30 mil em 2025, indicando aumento do consumo e da circulação ilegal no país.

O comentarista também destacou consequências legais e casos de saúde associados ao uso desses produtos. Ele citou um episódio ocorrido em novembro de 2024, envolvendo uma mulher de 42 anos que precisou ser internada após utilizar uma caneta trazida ilegalmente do Paraguai. Além dos riscos médicos, Mauro lembrou que quem transporta ou vende esses medicamentos pode responder pelo artigo 273 do Código Penal, com penas de 10 a 15 anos de reclusão, além de multa. Desde 23 de junho de 2024, a Anvisa passou a exigir retenção de receita médica para a venda dessas canetas no Brasil, reforçando o alerta para que a população não recorra ao mercado ilegal.

Ouça o comentário na íntegra: