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Geral

Operação Verão: correntes de retorno podem ser difíceis de notar, mas escondem perigos no mar

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Com o aumento do número de resgates e salvamentos registrados no litoral durante a Operação Verão, o Corpo de Bombeiros reforça o alerta sobre os riscos das correntes de retorno, um dos principais fatores de afogamentos no mar.  Essas correntes são formadas quando as ondas quebram na praia e empurram grande volume de água em direção à faixa de areia, que acaba retornando rapidamente para o mar aberto. Segundo o tenente Osmar Toazza, em seu mais recente boletim da Operação Verão, o grande perigo está no fato de que, muitas vezes, as correntes de retorno não são facilmente percebidas pelos banhistas.

Elas podem puxar a pessoa com rapidez para longe da costa, gerando pânico e esgotamento físico, o que aumenta significativamente o risco de afogamento. Entre os sinais que ajudam a identificar a presença dessas correntes estão a coloração da água, que costuma ficar mais escura ou turva devido ao arraste de sedimentos, além de alterações na faixa de areia e ondulações diferentes do restante da praia.

Outro indicativo importante é a ausência de ondas quebrando em determinado trecho, o que pode indicar a formação de uma corrente de retorno naquele local. O tenente destaca que, ao ser pego por uma corrente, a principal orientação é manter a calma.  Nadar contra a força da água é perigoso e pode levar à exaustão.  A recomendação é nadar paralelamente à praia até sair da faixa da corrente, que normalmente é estreita.  Assim que possível, o banhista deve sinalizar e pedir ajuda aos guarda-vidas.

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