Há um janelão aberto e você batendo em uma porta que não te comporta
Há um janelão escancarado diante de você.
Luz entrando sem pedir licença.
Ar novo chamando seus pulmões.
Um horizonte inteiro esperando coragem.
E você aí… insistindo em bater numa porta estreita, baixa demais para a sua alma, pequena demais para os seus sonhos, curta demais para o tamanho do chamado que carrega.
Às vezes não é Deus que diz “não”.
É você que insiste em caber onde já cresceu.
É o medo disfarçado de persistência.
É o apego chamando de lealdade.
É a dor antiga te convencendo de que aquele limite é tudo o que existe.
Mas olha com atenção:
porta que precisa ser forçada não é passagem, é prisão.
Lugar que exige que você se encolha não é abrigo, é negação de quem você é.
O janelão aberto não grita. Ele espera.
Porque oportunidades alinhadas com o céu não imploram, elas convidam.
E só entra quem tem coragem de soltar a maçaneta do passado.
Talvez você esteja cansado não por tentar demais,
mas por tentar no lugar errado.
Por bater onde já está fechado
enquanto o Universo, Deus, a Vida
te oferecem um caminho largo, honesto, vivo.
O janelão aberto exige algo que a porta não exige:
confiança.
Salto.
Fé sem garantias.
E dói admitir, mas muitas vezes preferimos a porta conhecida ao vento do novo.
Mesmo sufocados, escolhemos o familiar.
Hoje, a verdade é simples e cortante: você não foi feito para caber.
Foi feito para atravessar.
Para respirar fundo.
Para ocupar espaço sem pedir desculpas.
Solta a porta.
Ergue o rosto.
A luz já entrou.
O janelão sempre esteve aberto.
A pergunta nunca foi se havia saída mas se você teria coragem de passar por ela.