Para especialista, a genética e as mudanças no meio ambiente contribuem para o aumento de alergias
A cada mudança climática, principalmente na chegada da primavera, surgem os diversos problemas de alergias respiratórias. O assunto foi discutido durante o programa Uirapuru Ecologia, que contou com a participação do médico alergista e imunologista, Arnaldo Porto.
Segundo o especialista, a nossa região tem uma grande concentração de pólen alergênico e nesta época do ano há um aumento progressivo de pessoas com alergias, principalmente causadas pelas gramíneas e azevém. Porto comenta que na Europa, uma em cada três crianças que nascem com a perspectiva de desenvolver alergia ao pólen, principalmente a rino conjuntivite alérgica.
Em Passo Fundo, de acordo com uma tese de doutorado realizada por ele, 27% das crianças com 10 anos tem sintomas de conjuntivite e rinite alérgica na primavera e teste alérgico positivo por pólen das gramíneas e azevém.
Porto explica que a nossa perspectiva não fica diferente da Europa, pois aqui no Sul temos a mesma genética, pouca miscigenação, clima subtropical e a flora parecida com a europeia.
Por outro lado, ele destaca que o desenvolvimento e a mudança da vegetação, com a introdução de novas culturas e espécies em locais aonde não existiam, contribuíram para o aparecimento das alergias.
Segundo o médico Arnaldo Porto, os sintomas mais comuns da alergia são: nariz com coriza, espirros e coceira nos cantos de olhos ocasionada pela chamada de conjuntivite alérgica.
Segundo ele, quem tem alergia deve se prevenir com antecedência, usando antialérgicos; fazer uma boa limpeza no ar-condicionado e manter as janelas de vidro fechadas de manhã cedo e à tardinha para evitar a entrada do pólen.