Skip to content

Economia

Banco Master: Ministro da Fazenda disse que caso do Master pode ser maior fraude bancária do país

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master, caso que ele classificou como possivelmente a maior fraude bancária já registrada no país. Segundo o ministro, a decisão do BC ocorreu após a descoberta de operações suspeitas envolvendo a venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), que somam R$ 12,2 bilhões.

Haddad afirmou que mantém conversas quase diárias com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a quem tem dado respaldo institucional. O ministro destacou que o trabalho conjunto entre Fazenda e BC é fundamental, já que o caso também envolve o Reag, fundo relacionado à operação Carbono Oculto, indicando possíveis conexões entre as investigações.

A operação Carbono Oculto foi deflagrada pela Polícia Federal em 28 de agosto de 2025, mobilizando cerca de 1.400 agentes em dez estados. A ação tem como objetivo desarticular um esquema de fraude tributária, lavagem de dinheiro e atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

Além do Banco Central, Haddad informou que tem mantido diálogo com o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo. Nesta segunda-feira, dia 12, Vital do Rêgo se reuniu com o presidente do BC para buscar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do Banco Central. Após o encontro, o presidente do TCU afirmou que houve concordância do BC quanto à realização de uma inspeção relacionada ao Banco Master.

Segundo o ministro da Fazenda, houve convergência entre as instituições para garantir que o país conheça a verdade, apure responsabilidades e, se for o caso, busque o ressarcimento de prejuízos causados. Haddad afirmou ainda que o caso exige extremo cuidado, respeito às formalidades legais e amplo direito de defesa, mas ressaltou que o interesse público deve ser preservado com firmeza diante da gravidade das suspeitas.

G1