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Segurança

Demanda regional e falta de efetivo explicam demora do IGP de Passo Fundo em algumas ocorrências

Públicado em Por RD Uirapuru / Bruno Reinehr
Foto: IGP

O último fim de semana foi marcado por ocorrências graves em Passo Fundo e também em municípios da região, com registros de homicídios e acidentes de trânsito com morte. Diante disso, ouvintes da Rádio Uirapuru questionaram a demora do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para chegar a alguns atendimentos. Para esclarecer a situação, a reportagem conversou com o perito criminal do IGP, Éder Nonnemacher.

Segundo Éder, o trabalho do IGP não se diferencia entre dias úteis e fins de semana. O atendimento ocorre 24 horas por dia, em sistema de plantão. Atualmente, o posto de criminalística de Passo Fundo conta com oito peritos, porém dois estão afastados por problemas de saúde, o que impacta diretamente na capacidade operacional.

A regional do IGP de Passo Fundo atende, além da cidade, cerca de 130 a 140 municípios da região. Entre as principais demandas estão acidentes de trânsito, homicídios, suicídios, incêndios com ou sem vítimas e acidentes de trabalho. Muitas dessas ocorrências, conforme o perito, acontecem de forma simultânea.

Éder explicou que, na maioria das vezes, os atendimentos ocorrem fora de Passo Fundo. Quando há duas ou mais ocorrências ao mesmo tempo em municípios diferentes, uma delas acaba aguardando, já que há apenas uma equipe de plantão. Como exemplo, ele citou casos recentes de homicídios registrados praticamente no mesmo horário em cidades distintas da região, o que gera um intervalo de duas a três horas entre um atendimento e outro devido ao deslocamento.

O perito reforçou que a demora não ocorre por falta de atendimento ou demora para sair da base em Passo Fundo, mas sim pela extensão da área atendida e pela simultaneidade das ocorrências, o que exige priorização e logística de deslocamento.