Skip to content

Cidade

Trabalhadores dos Correios de Passo Fundo entram em greve: entregas serão impactadas

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Os trabalhadores dos Correios de Passo Fundo iniciaram greve por tempo indeterminado a partir da noite desta terça-feira (16), com paralisação efetiva ao longo desta quarta-feira (17). A decisão foi tomada por unanimidade em assembleia realizada no CPI Gris, no município, e integra um movimento que ocorre em todo o Rio Grande do Sul e também em nível nacional.

Em Passo Fundo, cerca de 150 funcionários atuam entre dois Centros de Distribuição Domiciliária, localizados nos bairros Petrópolis e São Cristóvão, além da agência central da Avenida Morom. Conforme o diretor do Sindicato dos Correios na região, Gelson Luís Zapello, entre 70% e 80% do efetivo aderiu à greve. Segundo ele, a paralisação é uma resposta direta às propostas da empresa e do governo federal, que pretendem retirar direitos e benefícios históricos da categoria.

Zapello destacou que os trabalhadores não estão reivindicando aumento salarial. A única pauta econômica, segundo ele, é a reposição da inflação. O foco principal do movimento é a manutenção dos benefícios já conquistados ao longo de anos de negociação. Para o dirigente sindical, a situação financeira da empresa não pode ser usada como justificativa para transferir prejuízos aos trabalhadores. Ele reforçou que a categoria não aceita pagar uma conta que não considera sua.

Mesmo com a greve, a agência central e os CDDs permanecem abertos, porém com funcionamento bastante limitado. O atendimento está sendo realizado apenas por gestores, que não aderem ao movimento, o que deve gerar atrasos significativos. As entregas seguem ocorrendo de forma parcial e com efetivo reduzido, com prioridade para encomendas Sedex, modalidade de entrega expressa.

O dirigente explicou ainda que a paralisação desta semana é consequência direta de uma mobilização anterior, realizada no último dia 9, quando a categoria paralisou as atividades por um dia para chamar a atenção do Tribunal Superior do Trabalho. As negociações foram adiadas para o dia 23, data considerada inviável pela categoria, o que levou à deflagração da greve.

Zapello afirmou que os trabalhadores querem retornar ao trabalho o quanto antes e seguir atendendo a população, mas condicionam o fim da greve a uma decisão favorável no TST, que envolva a empresa e as federações sindicais. Ele pediu compreensão da comunidade e reforçou que o movimento busca uma solução rápida, justa e definitiva para o impasse.