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Economia

Cesta básica de Passo Fundo fecha novembro com queda , mas em um ano ficou R$155,39 mais cara

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A cesta básica de Passo Fundo registrou queda de 2,53% em novembro, reduzindo o custo de 1640,27 reais para 1598,76 reais. A retração quebra a tendência de alta observada ao longo de boa parte de 2025, mas não altera o cenário anual de avanço expressivo nos preços dos alimentos na cidade.

As informações fazem parte do boletim mensal elaborado pelo Centro de Pesquisa e Extensão da Escola de Ciências Agrárias, Inovação e Negócios da Universidade de Passo Fundo. No acumulado entre novembro de 2024 e novembro de 2025, a elevação chega a 10,76%, o equivalente a 155,39 reais a mais para as famílias.

A análise da evolução mensal mostra um comportamento predominantemente inflacionário no ano. Das doze medições, dez apresentaram alta e apenas três registraram queda. A maior pressão ocorreu em março de 2025, quando a variação atingiu 4,27%, marcando o pico do período. Em abril e junho, a cesta voltou a subir acima de 2%, consolidando o primeiro semestre como o momento mais pesado do ano.

Já o segundo semestre foi marcado por oscilações mais suaves, incluindo pequenas quedas em agosto e setembro, além da retração mais significativa agora em novembro.

A evolução por subgrupos revela movimentos distintos. A alimentação, que responde pela maior fatia da cesta, caiu de 1458,23 reais para 1415,47 reais em novembro, mas ainda acumula alta anual de 110,55 reais. Já a higiene pessoal segue como a categoria mais inflacionada, saltando de 57,24 reais para 80,64 reais ao longo de doze meses em Passo Fundo. A limpeza doméstica também aumentou de 81,20 reais para 102,64 reais no mesmo intervalo.

Nos produtos individuais, as maiores altas do mês de novembro deste ano foram Lâmina de barbear, Mamão e Desodorante, com aumentos de 35,21%, 14,98% e 12,84%. No acumulado anual, itens como sabonetes, desodorantes e frutas seguem entre os mais pressionados.

Já as maiores quedas de novembro vieram do tomate, que recuou 23,38%, dos ovos, com baixa de 12,80%, e do creme dental, que caiu 10,07%.

Embora novembro tenha trazido algum alívio nas compras da alimentação, o peso da cesta no orçamento das famílias segue maior neste ano. Em 2024 eram necessários 1,02 salários mínimos para adquirir os produtos básicos. Em 2025 a relação subiu para 1,05, mesmo com o piso salarial ajustado para 1518,00 reais.