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Transporte

Movimento na Estação Rodoviária de Passo Fundo acumula quedas, mas aumento será registrado nos próximos dias

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Final de ano é sinônimo de viagem e, geralmente, representa o período de maior movimento nas rodovias. Uma das formas mais tradicionais de deslocamento é o ônibus; no entanto, esse tipo de transporte vem registrando quedas significativas no fluxo de passageiros. O setor enfrenta forte pressão econômica, especialmente pelos custos de diesel, pneus e manutenção, o que reduz a capacidade de oferecer preços competitivos em relação a outras modalidades, como os aplicativos de carona, que vêm ganhando cada vez mais espaço.

Dados da Estação Rodoviária de Passo Fundo mostram que, nesse cenário, o movimento voltou a cair em novembro. Segundo a direção do terminal, houve redução de aproximadamente 3% em comparação com o mesmo período do ano passado, mantendo a tendência de diminuição observada nos últimos anos. As principais rotas seguem concentradas nos trajetos para Porto Alegre, Caxias do Sul e Santa Maria, que continuam sendo os destinos mais procurados pelos passageiros da região.

Ao analisar o comportamento anual, março e julho se destacam como os meses de maior fluxo, impulsionados pelo carnaval e pelas férias de inverno. Os períodos de menor movimento, por outro lado, ocorrem no início do ano e ao final do terceiro trimestre, conforme indica o gráfico de evolução anual do terminal. Os dados desde 2014 mostram que os maiores volumes de passageiros foram registrados entre 2014 e 2016, quando o terminal superava com facilidade a marca de 800 mil usuários por ano. A partir de 2019, o declínio se intensificou, atingindo o ponto mais baixo durante a pandemia, com recuperação moderada nos anos seguintes, porém sem retorno aos patamares anteriores.

Para dezembro, a tendência inicial também é de retração. Mantido o ritmo atual, a média deve ficar em torno de 700 passageiros por dia, número inferior aos cerca de 722 registrados no mesmo mês do ano passado. A expectativa, contudo, é de aumento a partir de 15 de dezembro, com pico nas vésperas de Natal e Ano-Novo — ainda que em níveis menores do que os observados em anos anteriores.