Queda de repasses aos municípios gaúchos não trará grandes problemas a Passo Fundo
A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) projeta uma queda de R$ 353 milhões nos repasse da União, por meio do Fundo de Participação dos Municípios. Para médias e pequenas cidades essa é a principal fonte de receita.
O que não é o caso de Passo Fundo, que possui um excelente repasse do Estado, com o ICMS, e com recursos próprios como o IPTU. O Fundo representa cerca de um terço da sua arrecadação.
Dorlei Maffi, que será o secretário de Finanças de Passo Fundo a partir de 2017, conta que a redução do recurso não surpreendeu o município. Em função da retração da economia, o repasse diminuiu nos últimos dois anos. Ele destaca que será preciso fazer um controle das finanças, mas o anúncio não teve a mesma proporção para a cidade do que para a maioria dos municípios gaúchos.
Maffi explica que Passo Fundo já vinha adotando contenção de gastos no sentido de ficar dentro do equilíbrio fiscal. O equilíbrio fiscal consiste em gastar apenas o que se arrecada. Maffi destaca que até o momento, a Prefeitura teve criatividade para os projetos e cautela nos gastos.
O futuro secretário de Finanças disse que o primeiro passo da próxima gestão vai ser analisar as despesas e investimentos do município e equalizar os projetos. A sua estratégia vai ser fazer mais gastando menos.