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Política

Trump afirma que gosta do presidente Lula e teve ótima conversa com ele

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (2) que teve “uma conversa muito boa” com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Trump, o diálogo abordou temas como comércio bilateral e sanções impostas anteriormente a autoridades brasileiras.

Os dois presidentes conversaram por telefone por cerca de 40 minutos. De acordo com o Palácio do Planalto, Lula aproveitou o contato para defender a retirada das tarifas ainda aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros que continuam sofrendo sobretaxas.

“Falamos sobre comércio. Falamos sobre sanções porque, como você sabe, eu impus sanções relacionadas a certas coisas que aconteceram”, disse Trump a jornalistas. O presidente americano destacou também o tom positivo da conversa:
“Tivemos uma conversa muito boa. Eu gosto dele, muito bom.”

Pouco depois, Trump publicou uma mensagem ressaltando a produtividade do diálogo. Ele mencionou discussões sobre comércio, combate ao crime organizado, sanções a autoridades brasileiras e tarifas alfandegárias, e afirmou que a relação entre ambos começou a se fortalecer após uma reunião nas Nações Unidas.

Tarifas sobre produtos brasileiros

Mais cedo, sem mencionar o Brasil, Trump declarou que seu governo havia feito uma “mágica” para reduzir o preço da carne bovina nos EUA. O Brasil é um dos maiores fornecedores do produto ao mercado norte-americano. As exportações brasileiras haviam sido afetadas por taxações impostas pelo governo Trump para proteger produtores locais — tarifas que foram parcialmente retiradas em novembro.

No telefonema, Lula classificou como “muito positiva” a retirada da tarifa adicional de 40% aplicada a itens como carne, café e frutas. Ainda assim, o presidente brasileiro afirmou que outros produtos seguem enfrentando sobretaxas, e que o Brasil deseja “avançar rápido” para eliminá-las.

Cooperação contra o crime organizado

Durante a conversa, Lula destacou a urgência de ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime organizado internacional. Segundo o governo brasileiro, o presidente mencionou operações recentes que miram o financiamento de facções que atuam a partir do exterior.

Trump, ainda conforme informações do Planalto, expressou “total disposição” para colaborar com o Brasil no enfrentamento a organizações criminosas e apoiar iniciativas bilaterais nesse campo.

Próximos passos

Os dois líderes concordaram em manter novas conversas sobre tarifas e combate ao crime organizado nas próximas semanas, com o objetivo de avançar em possíveis acordos comerciais e medidas conjuntas de segurança.

 

Informação construída com base em notícia do G1