Dia do Samba: data relembra tradição, e cidade conta com lei que assegura carnaval anual
O Dia Nacional do Samba, celebrado em 2 de dezembro, marca a valorização de um dos principais símbolos culturais do Brasil. A data destaca a importância histórica e social do ritmo, que nasceu das tradições afro-brasileiras e se consolidou como parte fundamental da identidade nacional. Reconhecido como patrimônio cultural, o samba segue influenciando gerações e mantendo viva a expressão popular que atravessa o país.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Passo Fundo, Felipe Machado, afirmou que a data celebra não apenas o gênero musical, mas uma parte essencial da identidade brasileira. Segundo ele, o samba surgiu nas comunidades negras, geralmente nas periferias, e carrega uma história de resistência e tradição. Felipe destacou ainda que o ritmo une diferentes gerações e regiões do país. Uma das principais expressões dessa cultura é o Carnaval.
Em Passo Fundo, apenas duas escolas de samba permanecem em atividade: Acadêmicos do Chalaça e União da Vila. De acordo com Felipe, a Escola Bom Sucesso perdeu seu presidente e, até o momento, não apresentou uma nova diretoria. Ele também lembrou de uma conquista importante para o movimento do samba no município. Em 2023, após as dificuldades enfrentadas durante a pandemia, o Carnaval corria o risco de perder força na cidade.
Diversos representantes juntamente com a Liga, buscaram apoio em diversas reuniões com representantes dos poderes Executivo e Legislativo para evitar que a tradição desaparecesse. A partir das reivindicações apresentadas, o tema foi levada à Câmara e foi aprovado a Lei 5.715/2023, que declara o Carnaval como bem integrante do patrimônio cultural e imaterial de Passo Fundo. A legislação garante que o município tenha Carnaval todos os anos, mesmo que, em algumas edições, não ocorra o desfile tradicional de rua. Felipe ressaltou que a medida foi essencial para assegurar a preservação e a valorização dessa manifestação cultural, permitindo que moradores dos bairros, vilas e do centro continuem tendo acesso às apresentações, escolas de samba e blocos que mantêm viva a tradição carnavalesca na cidade.