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Geral

Doenças renais avançam em silêncio e especialista reforça importância do diagnóstico precoce

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

As doenças renais têm avançado de forma silenciosa no Brasil, impulsionadas principalmente pela hipertensão, diabetes e pelo envelhecimento da população. Muitas vezes, elas só são descobertas em estágio avançado, quando o paciente passa a depender da hemodiálise para sobreviver. Segundo dados, mais de 157 mil brasileiros realizam tratamento para limpar o sangue, sendo 88% em hemodiálise, enquanto no Rio Grande do Sul a estimativa é de cerca de 7,5 mil pacientes em terapia. A hemodiálise se torna essencial quando os rins deixam de funcionar adequadamente, reforçando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da conscientização sobre a doação de órgãos, que pode devolver qualidade de vida a quem aguarda um transplante.

No programa Repórter do Povo de ontem (27), o tema foi justamente a importância da doação de órgãos, da hemodiálise e do diagnóstico e tratamento das doenças renais. Em entrevista à Rádio Uirapuru, a nefrologista do Hospital de Clínicas, dra. Giovana Bello Sarturi, explicou que é possível identificar problemas nos rins por meio da dosagem de creatinina no sangue, exame simples que deve ser feito pelo menos uma vez ao ano. Dra. Giovana alertou que o rim não dói e que a doença é silenciosa, causando dor apenas em casos de infecção ou eliminação de pedras. Por isso, é necessário realizar exames periódicos. Apesar disso, a médica destacou que alguns sinais podem aparecer de forma mais tardia, como a presença de espuma na urina, semelhante à água com sabão.

A médica ressaltou que a água é o combustível do rim e que a ingestão diária deve ser calculada conforme a superfície corporal de cada paciente, sendo que a média recomendada gira em torno de dois litros por dia. Ela lembrou ainda que a doença renal pode ser hereditária, reforçando a importância do acompanhamento médico e da realização de exames regulares.

Durante a entrevista, explicou que existem três formas de tratamento para a perda grave da função renal: a diálise realizada em casa, a hemodiálise feita três vezes por semana e o transplante renal, que é um tratamento de longo prazo, mas não representa a cura da doença. Ela também reforçou que uma pessoa pode viver normalmente com apenas um rim, o que torna a doação ainda mais importante.