3º RPMon realiza cerimônia do Dia da Bandeira com queima simbólica e hasteamento em Passo Fundo
Nesta quarta-feira, 19 de novembro, o Dia da Bandeira reúne instituições e escolas para a troca e o descarte de bandeiras que já foram utilizadas. A data serve para discutir respeito aos símbolos do país e os rituais que envolvem sua preservação. Em Passo Fundo, o Terceiro Regimento de Polícia Montada (3º RPMon) assume parte das ações locais. O comandante do regimento, tenente-coronel Marcelo Scapin Rovani, detalhou o cerimonial e a mensagem que o evento quer transmitir.
Rovani explicou que a cerimônia tem como foco a renovação das bandeiras. Ele afirmou que a prática inclui a queima simbólica de bandeiras que foram entregues pelas instituições e que já foram utilizadas, seguida pelo hasteamento de bandeiras novas. Segundo Rovani, a unidade realiza a queima em uma pira e em seguida procede ao hasteamento da bandeira que será colocada no mastro.
O comandante informou que, após a perda da representação do Exército em Passo Fundo, a Brigada Militar passou a coordenar o ato com apoio da Liga Nacional. Rovani disse que o 3º RPMon assume a ação local e convida escolas e cidadãos a participar da cerimônia.
Rovani relatou que a queima ocorre por volta do meio-dia e que o ato simbólico envolve uma ou duas bandeiras na pira, enquanto as demais são descartadas de forma coerente. Ele explicou que, na sequência, o comandante da unidade realiza o hasteamento da bandeira que será hasteada na fachada do quartel.
O tenente-coronel orientou sobre a participação da comunidade. Ele informou que a cerimônia é pública e que o acesso ao regimento pode ser feito pela Rua Presidente Vargas, com chegada pela São Cristóvão. Rovani acrescentou que a escola e a população podem comparecer sem necessidade de credencial.
Rovani descreveu o papel dos militares no cerimonial. Ele afirmou que o militarismo usa símbolos como forma de vínculo e que a bandeira representa a pátria, a defesa da sociedade, a defesa das leis e a defesa da moral. Para o comandante, a simbologia deve transcender o âmbito militar e ser reconhecida por toda a população.
Questionado sobre o uso da bandeira em eventos diversos, Rovani afirmou que a bandeira é um símbolo do povo do Brasil e que seu uso deve ocorrer com respeito e sensatez. Ele disse que não cabe apropriação por grupos e que a bandeira deve ser tratada de forma universal.
Sobre as regras do cerimonial, Rovani explicou que o soldado com mais tempo de serviço na unidade é quem realiza a queima na pira e que o comandante é o responsável pelo hasteamento da nova bandeira. Ele recomendou que os presentes se lembrem do hino da bandeira e manifestou que a execução do hino faz parte do ato.
O comandante também alertou para condutas que destoam do respeito ao símbolo. Ele declarou que atos de ódio contra a bandeira, como sua queima em manifestações de ódio, configuram crime e destoam da ideia de pátria que a cerimônia busca reafirmar.
Rovani finalizou informando que a cerimônia seguiria a programação prevista e reiterou o convite para que a comunidade participe e acompanhe o cerimonial no regimento.