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Saúde

Pesquisa aponta que bactérias intestinais podem favorecer o ganho de peso

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (28), demonstrou que as pessoas magras têm bactérias no intestino diferentes do que as pessoas gordas ou obesas. As magras têm uma variedade maior de bactérias boas ou positivas. Elas são responsáveis pela função metabólica no intestino e pela formação de alguns hormônios.

 

A pesquisa revelou que pessoas acima do peso têm uma variedade menor de bactérias. Ainda não se sabe se isso causa a obesidade ou se é uma consequência dela.

 

Conforme o estudo, pessoas muito magras tem um tipo de bactéria que aproveita mais as calorias do alimento do que a própria pessoa, reduzindo assim as calorias para o organismo e barrando o aumento de peso.

 

A nutricionista Jureci Machado explica que a ausência de bactérias positivas pode sim influenciar no peso ou na ineficiência de uma dieta. A falta de ação dessas bactérias faz com que a pessoa tenha um consumo alimentar muito elevado e tenha dificuldades para se saciar.

 

O seu processo de reabsorção de nutrientes é muito mais expressivo do que de uma pessoa magra, e por isso facilita a engorda. A produção de neurotransmissor também é dificultada.

 

Jureci conta que a depressão também está associada com a falta das bactérias positivas. Em casos de tratamento de depressão, a nutricionista orienta que é importante observar a função intestinal. Jureci explica que os genes também favorecem a ação das bactérias positivas.

 

Ela alerta para as dietas ricas em gorduras e para o uso de açúcar em geral, que transformam a flora intestinal e corrigir a alimentação se necessário para auxiliar no tratamento.

 

São recomendados alimentos integrais, frutas, verduras e lactobacilos, presente em iogurtes. A nutricionista destaca que é possível fazer a reposição das bactérias positivas com produtos manipulados e alimentação controlada.

 

Conforme Jureci, o primeiro passo é uma alimentação natural, higienizar bem frutas e verduras, por causa da utilização abusiva de agrotóxico, e beber muita água.