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Geral

Chacina da Cohab: Fernanda opta por não responder ao MP e afirma que Eleandro Roso é inocente

Públicado em Por RD Uirapuru / Leandro Vesoloski

No início da noite desta quinta-feira, 13,  durante a primeira etapa de seu interrogatório no julgamento da Chacina da Cohab, Fernanda Rizotto voltou a afirmar que autorizou apenas a morte de Diênifer Pádia e que jamais pediu ou desejou a morte das outras duas vítimas, Alessandro dos Santos e Kétlyn Pádia dos Santos.

Emocionada, Fernanda disse que vivia “um momento de muita raiva” e que queria apenas “se livrar” de Diênifer. Declarou ainda que não acertou detalhes de como o crime seria cometido, e que o pagamento a Luciano — apontado como intermediário — teria sido feito por meio de dois depósitos bancários de maior valor.

Luciano e os executores

Segundo Fernanda, Luciano afirmava que “ia se virar” para realizar o crime. Ela relatou que surgiram rumores sobre quem seriam os executores, mas garantiu que nunca soube exatamente quem participou da ação, e que Luciano jamais teria informado os nomes.

Ela também afirmou que Claudiomir Rizotto, seu irmão e réu no processo, entrou no caso ao contatar Luciano.

Cita inocência de Eleandro Roso e chora ao mencionar o irmão

Ainda em plenário, Fernanda declarou que Eleandro Roso — também denunciado no processo  e condenado — está preso mesmo sendo inocente, e que ele nunca teve envolvimento no crime.

Em lágrimas, relatou que era “muito próxima” de Claudiomir e que se arrepende profundamente do caminho tomado. Contou também que seguiu orientação jurídica ao fugir e que jamais imaginou que Eleandro seria preso.

Opção por não responder ao Ministério Público

Fernanda preferiu não responder às perguntas do Ministério Público, falando apenas às suas advogadas. Afirmou que hoje não tem mais nada, que a família “é tudo”, e que os filhos carregarão para sempre as cicatrizes do que aconteceu:

“Serão apontados como filhos de uma mãe assassina.”

Disse ainda que a maior injustiça teria sido comwtida ao impor a culpa a Eleandro, e que a entrevista concedida à televisão na época teria sido motivada por uma tentativa de inocentá-lo.

Isolamento e sentimento de culpa

Ninguém da família de Fernanda compareceu ao plenário para acompanhá-la no julgamento. A ré disse que se arrepende do que fez e que o “monstro que se tornou” não combina com quem realmente é.

Relatou que, mesmo presa, outras detentas vão até ela para conversar, e que isso sempre a faz lembrar dos filhos. Disse que apenas o filho a visita no presídio — a filha estaria revoltada:

 “E eu não tiro a razão dela.”

Contexto do crime

A Chacina da Cohab ocorreu em maio de 2020, em Passo Fundo, e resultou na morte de três pessoas da mesma família. O caso teve grande repercussão pela brutalidade e pela suspeita de envolvimento de mais pessoas na execução.