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Geral

Semana da Consciência Negra valoriza cultura afro-brasileira e reforça luta contra o racismo em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

A partir de sexta-feira (14), Passo Fundo terá uma programação especial em homenagem à Semana da Consciência Negra.  O período é dedicado à valorização da cultura afro-brasileira e à reflexão sobre a luta contra o racismo e a desigualdade social.  A programação, que antecede o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, inclui debates, apresentações culturais, exposições e atividades educativas em escolas e espaços públicos.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, a coordenadora de Promoção da Igualdade Racial, Mara Cavalheiro, destacou que a semana e o dia da Consciência Negra não são apenas uma data no calendário, mas uma oportunidade para a comunidade refletir sobre a luta e a resistência do povo negro. As atividades são promovidas pela Prefeitura de Passo Fundo, por meio da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial.

As ações iniciam nesta sexta-feira (14), com um jantar temático afro-brasileiro no Palazzo Centro de Eventos, às 20h, quando serão homenageadas personalidades negras de Passo Fundo.  Elas receberão o “Troféu Edy Isaías”, nomeado em homenagem ao primeiro jornalista negro formado na cidade. No sábado (15), ocorre a apresentação do espetáculo “Mãe Preta”, aberta e gratuita.  No domingo (16), será realizado um show com grupo de dança afro de Pelotas, na Praça da Mãe. Na segunda-feira (17), estão previstas atividades em escolas e, à noite, o encontro das mulheres negras. Na terça-feira (18), haverá a exibição do filme “Medida Provisória”, também na Praça da Mãe, com debate sobre o tema após a sessão.

No dia 19, será a vez da palestra com a professora e mestra Luiza Mandela, do Rio de Janeiro, que vem pela primeira vez ao Rio Grande do Sul para abordar o tema do letramento racial.  Encerrando a programação, no dia 20 de novembro, feriado do Dia da Consciência Negra, acontece a 1ª Feira Afro-Brasileira de Passo Fundo, no Espaço Roseli Doleski Preto, das 10h às 19h, com gastronomia, exposições, shows, palestras e rodas de conversa ao longo do dia.

Segundo Mara Cavalheiro, as atividades buscam valorizar a presença e a contribuição da comunidade negra, dando visibilidade às suas vozes, conquistas e talentos em diversos setores da sociedade passofundense. Ela reforçou ainda que o 20 de novembro não é uma data de comemoração, mas de reflexão e resistência, lembrando que, mesmo após 137 anos da abolição da escravatura, a população negra segue lutando por igualdade racial.