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Polícia

Chacina da Cohab: mãe de Diênifer Pádia morre sem ver a justiça pela morte da filha e familiares

Públicado em Por RD Uirapuru / Bruno Reinehr

A dor que a família carregava há mais de cinco anos ganhou um novo capítulo de tristeza. Morreu em Passo Fundo, aos 60 anos, Catarina Margarida da Rosa, mãe de Diênifer Pádia, uma das vítimas do crime conhecido como Chacina da Cohab, ocorrido em maio de 2020.

Catarina acompanhava de perto cada passo do processo judicial, cobrando respostas e aguardando o momento em que veria os supostos mandantes sentados no banco dos réus. No entanto, isso não aconteceu. O falecimento da mãe, confirmado por familiares no domingo (09), ocorreu justamente na semana em que terá início o julgamento dos irmãos Fernanda e Claudiomir Rizzotto. As causas da morte não foram divulgadas.

A tragédia que marcou a família aconteceu na noite de 19 de maio de 2020, quando três pessoas foram assassinadas dentro de uma residência no bairro Cohab: Diênifer, 26 anos, Alessandro dos Santos, 35 anos, e Kétlyn Padia dos Santos, 15 anos. As três meninas pequenas que também estavam na casa sobreviveram.

Seria testemunha no julgamento

Catarina estava arrolada como testemunha e seria ouvida no plenário nesta quinta-feira (13). Com sua morte, o Ministério Público poderá substituir a oitiva, sem prejuízo para a continuidade do júri.

Julgamento na quinta-feira

O júri dos irmãos Fernanda e Claudiomir Rizzotto começa às 9h, no Fórum de Passo Fundo. Eles são apontados pelo MP como mandantes do crime, denunciados por triplo homicídio qualificado.

Foragidos desde 2020, os dois foram presos em 2024: primeiro Fernanda, e depois Claudiomir, que permaneceu semanas escondido em matas da região antes de se entregar.

O julgamento deve durar dois dias e movimentar a cidade, com expectativa de grande presença de público e reforço policial.

Cobertura especial da Rádio Uirapuru

O repórter Leandro Vesoloski acompanhará o júri diretamente do Fórum, com entradas ao vivo no FM 102.5 e atualizações em tempo real.

Outros envolvidos

Do total de cinco investigados pelo crime, três já foram julgados:

Eleandro Roso, marido de Fernanda — condenado em 2022 a 69 anos e 6 meses

Luciano Costa dos Santos (Costinha) — condenado a 57 anos de prisão

Monalisa Kich — foi julgada e absolvida

Segundo o Ministério Público, Diênifer era o alvo inicial após Fernanda descobrir uma relação extraconjugal do marido. Alessandro e Kétlyn teriam sido mortos para eliminar testemunhas.

“A justiça que ela esperava não chegou”

Pessoas próximas destacam que Catarina foi símbolo de força. Em declarações recentes, dizia que só encontraria paz quando a justiça fosse feita.

Agora, a família afirma que seguirá lutando por ela.

O sepultamento ocorreu nesta segunda-feira (10), no Cemitério Santo Antônio, com forte comoção.

A Polícia Civil e o Ministério Público seguem acompanhando o caso.

Reportagem: Bruno Reinehr / Uirapuru