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Cidade

Memorial Vera Cruz prepara programação especial para o Dia de Finados em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O Memorial Vera Cruz, em Passo Fundo, terá uma programação especial neste fim de semana em homenagem ao Dia de Finados, celebrado no domingo (2). As atividades começam já no sábado (1º) e incluem apresentações musicais, missas e palestras voltadas ao acolhimento de familiares e amigos que irão homenagear seus entes queridos.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o diretor-presidente do grupo, doutor Felipe Badotti, destacou que o Finados é uma data de grande significado para as famílias.

“É o momento em que as pessoas se aproximam simbolicamente de quem já partiu. Levar uma flor, fazer uma oração, lembrar de bons momentos — tudo isso ajuda a trabalhar a saudade”, explicou.

Segundo Badotti, o Memorial se prepara durante meses para receber o público com conforto e sensibilidade. “Queremos que todos se sintam acolhidos e respeitados. Trabalhamos em um ambiente em que ninguém sai feliz, mas buscamos fazer com que a pessoa vá embora menos triste, com o sentimento de que fez o melhor pelo seu ente querido”, afirmou.

Programação especial

No sábado (1º), o Memorial realiza três atividades culturais:

14h – Interpretação textual com Mari Cavaleiro e Timbre de Galo;

15h – Apresentação de violão instrumental;

16h – Conversa com Paulo, do Centro Espírita Dias da Cruz, sobre espiritismo.

Já no domingo (2), a programação se estende ao longo de todo o dia:

8h – Violoncelo e flauta transversal;

9h30 – Primeira missa do dia;

10h30 – Apresentação de sax e piano;

11h – Conversa sobre luto infantil, com a psicóloga Daiane Silvestre;

13h – Violão instrumental;

14h – Sax e piano;

15h – Apresentação do coral;

16h – Missa da tarde;

17h – Homenagem especial da campanha “Eu te vejo em tudo”, com Augusto Dossa e Larissa Pardo.

As músicas, explica Badotti, têm caráter acolhedor e reflexivo, e não festivo.

“A música é ao vivo, mas não é para animar o ambiente. É para receber as pessoas com serenidade, para que se sintam bem e confortadas”, destacou.

Crescimento da cremação e novas práticas

Atualmente, o Memorial Vera Cruz abriga cerca de 3 mil sepultamentos, além de centenas de urnas com cinzas de pessoas cremadas. O crematório da instituição é o único da região Norte do Rio Grande do Sul, atendendo famílias de diversas cidades.

De acordo com Felipe Badotti, a cremação tem crescido tanto por questões financeiras quanto pela praticidade.

“A cremação é mais acessível e ambientalmente segura. A cinza é uma matéria inerte e pode ser devolvida à natureza sem riscos. Além disso, muitos preferem ambientes mais simbólicos e acolhedores”, explicou.

O diretor também relatou experiências internacionais recentes. Após uma viagem à China e ao Japão, onde conheceu práticas de cremação e rituais de despedida, Badotti afirmou que o Brasil está evoluindo nesse sentido.

“Em países como o Japão, quase 100% das pessoas são cremadas, tanto por questões religiosas quanto pela falta de espaço. No Brasil, a cremação deixou de ser vista com resistência e hoje é aceita até pela Igreja Católica, desde que as cinzas sejam tratadas com o mesmo respeito dos restos mortais”, observou.

Por fim, Badotti reforçou que todos os mais de 50 colaboradores do Memorial estarão de plantão durante o fim de semana, garantindo atendimento e acolhimento aos visitantes.

“Esse é o dia mais importante do ano para nós. Cada detalhe é pensado para que as pessoas encontrem um espaço de paz, lembrança e amor”, concluiu.