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Geral

Dia das Bruxas: grupo de mulheres celebra data resgatando tradições ancestrais em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

O Dia das Bruxas, ou Halloween, tem origens antigas que remontam há mais de dois mil anos, ao festival celta de Samhain, celebrado no fim de outubro. Para os celtas, essa data marcava o fim do verão e o início do inverno, um período associado à morte e à transição.  Eles acreditavam que, nessa noite, o mundo dos vivos e dos mortos se aproximava, permitindo que espíritos retornassem à Terra.  Com o tempo, o festival foi incorporado por tradições cristãs, como o Dia de Todos os Santos, e se transformou na celebração popular que conhecemos hoje, marcada por fantasias, abóboras iluminadas e pedidos de doces.

Essa tradição se tornou especialmente popular nos Estados Unidos e, nos últimos anos, também vem conquistando espaço no Brasil, com escolas, comércios e famílias adotando a data para celebrar com decorações temáticas, fantasias e atividades culturais. Em Passo Fundo, há uma loja tradicional de produtos esotéricos conhecida como Loja da Bruxa.  Há mais de 30 anos no mercado, o estabelecimento está localizado na Rua General Neto e recebe, periodicamente, reuniões de um grupo de mulheres que se consideram bruxas.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, a terapeuta holística e proprietária da loja, Fabiana Ribeiro, explicou que, para elas, o Dia das Bruxas é um momento de saudação e conexão espiritual.  Segundo Fabiana, a data representa um dia de cura e de fortalecimento da energia feminina, em que o grupo realiza rituais, consagra instrumentos e celebra a natureza.  Para as seguidoras da chamada bruxaria natural, a data é um momento de muita força e poder, voltado à saudação da mãe Terra, ao trabalho com ervas, frutas e aromas, e à valorização da ancestralidade.

A terapeuta destacou que a figura da bruxa é, muitas vezes, mal compreendida.  Ser bruxa, segundo ela, é reconhecer a conexão com a natureza e usar o que ela oferece para o bem, para curar o outro e a si mesma.  O grupo formado por cerca de 30 mulheres se reúne para celebrar a data com frutas, flores, incensos e orações pela Terra.  A terapeuta reforça que o momento é propício para rituais de limpeza e prosperidade, com gestos simples que ajudam a renovar as energias, como acender um incenso ou uma vela, preparar um banho de limpeza e agradecer pelas boas vibrações.