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Saúde

Impressão 3D no campo ortopédico e oncológico é destaque do HSVP e IOT na FeiTech

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A FeiTech segue encantando os participantes ao apresentar grandes novidades em tecnologia e inovação. Este campo abrange diversos segmentos, mas, em especial, a área da saúde. O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) apresentou, no evento, importantes avanços com o uso da impressão 3D.

O serviço desenvolvido pelo HSVP e pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) é o primeiro do Rio Grande do Sul a realizar esse tipo de planejamento cirúrgico com impressão 3D e a confecção de instrumentos personalizados.

Durante a feira, realizada no Gran Palazzo e que se encerra neste sábado (25), a Rádio Uirapuru acompanhou a movimentação no espaço da chamada “Cidade da Saúde”. No estande do Hospital São Vicente de Paulo, o repórter Gabriel Nunes conversou com o médico ortopedista oncológico Dr. Marcos Ceita Nunes, que apresentou o uso da impressão 3D aplicada em cirurgias ortopédicas oncológicas.

Segundo o especialista, a tecnologia, embora já conhecida, vem sendo utilizada de forma inovadora no planejamento cirúrgico, permitindo reproduzir de maneira real a anatomia do paciente. Isso possibilita o estudo tridimensional dos casos e o planejamento preciso das cirurgias, resultando em procedimentos mais rápidos, seguros e com melhores resultados funcionais.

Dr. Marcos explicou que, com o uso das impressões e dos guias de corte personalizados, o tempo de cirurgia diminui, assim como o sangramento e a exposição à radiação. Além disso, os guias permitem cortes ósseos extremamente precisos e uma reconstrução mais eficiente.

O especialista relatou que o método também vem sendo utilizado para a confecção de peças a partir de tomografias computadorizadas de pacientes e de doadores de ossos, o que garante encaixes perfeitos entre enxertos e estruturas ósseas, otimizando a recuperação e reduzindo complicações.

A parceria envolve também o Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) e o engenheiro de materiais Luiz Fernando Melegari, que detalhou o processo de desenvolvimento das peças. Ele explicou que a tomografia do paciente é combinada a softwares de engenharia para criar o modelo tridimensional da área a ser operada.

A partir desse modelo, são produzidos guias cirúrgicos e réplicas físicas em impressoras 3D, que auxiliam o cirurgião no planejamento e na execução do procedimento. Esses guias podem ser impressos em materiais metálicos ou plásticos, compatíveis com a esterilização hospitalar.