Assessor de Temer citado em delação pede demissão
Nesta quarta-feira, após ser mencionado em acordo de delação premiada de ex-dirigente da Odebrecht, o assessor especial da Presidência José Yunes entregou uma carta pedindo demissão do cargo. A informação é da Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto. Yunes trabalhava diretamente com o presidente Michel Temer, de quem é amigo há mais de cinco décadas.
Nos termos de confidencialidade, o ex-vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Odebrecht, Cláudio Melo Filho afirmou que a empreiteira entregou R$ 4 milhões no escritório de José Yunes, em São Paulo.
De acordo com o delator, o dinheiro era destinado ao atual chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Melo contou aos procuradores da República que o repasse era parte de R$ 10 milhões solicitados por Temer ao então presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência.
Na carta entregue ao presidente da República, Yunes pediu afastamento do cargo de assessor especial para, segundo ele, preservar sua “dignidade”.
Em trecho da mensagem, ele ressaltou a Temer que, nos últimos dias, viu seu nome “jogado no lamaçal de uma abjeta delação”.
“Repilo com força de minha indignação essa ignominiosa versão”, afirmou Yunes na carta.
*G1