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Ponto e Contraponto: O preço da falta de representatividade

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi
O Congresso Nacional realiza sessão plenária,para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020,15 vetos presidenciais e créditos orçamentários adicionais para ministérios.

O governo do Estado publicou esta semana um levantamento inédito sobre a aplicação das emendas parlamentares. O estudo contempla cerca de 3.900 emendas de deputados estaduais, que somam aproximadamente R$ 423 milhões em recursos destinados entre 2020 e 2025. Desse total, R$ 212 milhões são direcionados à área da saúde. Os recursos beneficiam 474 municípios gaúchos por meio de convênios, parcerias ou aplicação direta pelos órgãos estaduais. Já os recursos de emendas de deputados federais somam R$ 1,4 bilhão, com uma contrapartida do Estado de R$ 82,49 milhões. Os valores são destinados a cerca de 7 mil indicações parlamentares que beneficiam 445 municípios gaúchos em diferentes áreas, também com destaque para a saúde. A divulgação deste relatório extenso, que pode ser acessado no portal do governo, reforça a importância de dar transparência ao dinheiro público destinado por meio dos parlamentares.

A diferença em ter

E agora, quer saber qual a diferença de ter um representante local em Brasília? O governo também fez um levantamento das emendas PIX e, pasmem, Passo Fundo recebeu apenas uma indicação do deputado Ubiratan Sanderson. No valor de R$ 198 mil, a emenda está destinada à compra de uma viatura caminhão baú para o Sistema Penal Socioeducativo (Case). Esta emenda ainda está em trâmite administrativo. Por outro lado, com dois deputados federais, o município de Carazinho está bem na relação das emendas PIX. Somente do deputado Márcio Biolchi, o município recebeu quase R$ 350 mil, que vão desde uma emenda PIX de R$ 400 para a compra de um suporte de TV até uma de R$ 150 mil para melhoria da infraestrutura de uma escola.

Recorde

A Comissão de Finanças fechou os números e comprovou um novo recorde de apresentação de emendas impositivas ao orçamento municipal para 2026. Até o prazo final na quarta-feira (22), foram recebidas 368 emendas impositivas e 29 emendas de bancada. Total de 397 emendas dos vereadores. Cada parlamentar pode destinar cerca de R$ 906 mil e cada bancada cerca de R$ 1 milhão, totalizando R$ 28 milhões. Os valores são os mais diversos, desde R$ 5 mil a R$ 1 milhão, dependendo da entidade, organização ou instituição e do projeto para o qual os valores serão destinados. Sob a presidência do vereador Ronaldo Rosa, a comissão tem agora até o dia 5 de novembro para sistematizar essas emendas, corrigir ou descartar as que não se enquadram.

Candidatáveis

Pelo menos seis vereadores de Passo Fundo devem disputar a eleição no próximo ano. No PT, ainda não está definido se as duas vereadoras, Marina Bernardes e Eva Lorenzatto, disputarão vaga na Assembleia; uma decisão que deve ser tomada internamente pelo partido. Do MDB, João Pedro Nunes é nome certo na lista de candidatos à Assembleia. Gio Krug (PSD) para estadual e Iriel Sachet (Podemos) para federal já bateram o martelo. Quem ainda avalia a possibilidade é Rafael Colussi (União Brasil). Ele conversa com um grupo da causa animal na região em busca de apoio. Corre pelas beiradas.

Articulações I

Mateus Wesp (PSD) deve contar com o apoio do governador Eduardo Leite para sua campanha a deputado estadual. Há sete anos acompanhando o governador (quatro como deputado e três como secretário/assessor especial), ele conseguiu articular R$ 400 milhões para Passo Fundo.

Articulações II

Do mesmo partido, o vereador Gio Krug conta com o apoio de entidades que congregam policiais militares espalhadas pelo Estado. Com foco na segurança pública, ele acredita que dois candidatos do partido terão frentes distintas na conquista de votos.

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