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Like não é afeto e seguir de volta não é amizade

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Estamos carentes. No fundo, somos todos carentes. Mesmo tentando parecer fortes, independentes e autossuficientes, há momentos em que o silêncio do mundo pesa demais e o coração pede a presença de alguém. É possível ir ao cinema sozinho, trabalhar sozinho, viajar sozinho e até se divertir na própria companhia. Mas existe um instante em que a ausência de um abraço se torna mais barulhenta que qualquer música.

Com o tempo trocamos o toque por telas, o olhar por emojis e a presença por mensagens instantâneas. Vivemos cercados de conexões digitais, mas profundamente sozinhos. Criamos o hábito de conversar com quem nunca olhou nos nossos olhos. E o pior é que nos acostumamos a fingir que isso basta. Mas não basta. Porque somos energia, e o corpo sabe quando falta alma no encontro.

Ser humano é precisar do outro. É sentir falta de uma voz que acalma, de um abraço que segura, de alguém que simplesmente fica. Não é carência. É natureza. É a lembrança de que o amor só existe no real, no olhar, no toque, no gesto, no “tô aqui pra você”.

Você pode ter milhares de seguidores, centenas de mensagens, dezenas de curtidas, mas quando a dor aperta, só importa quem aparece sem ser chamado. Quem senta ao seu lado sem precisar entender nada, apenas estar. Porque a presença verdadeira cura o que nenhuma mensagem cura.

A gente acha que se basta, mas quando o chão some, o que segura não é a força, é o afeto. É a mão que se estende, o abraço que acolhe, a fé que reacende. Deus nos fez seres de vínculo. É no encontro que a alma respira de novo.

Se você está cansado, perdido ou prestes a explodir, não espere desabar pra pedir ajuda. A terapia é o caminho que te lembra quem você é, e o amor é o que te sustenta pra continuar.

 

 

  Por    @rhamuche

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