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Ponto e Contraponto: Área da Manitowoc deve receber Investimentos a partir de R$ 30 milhões

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A autorização da Câmara de Vereadores para a alienação da área da antiga Manitowoc foi muito mais do que um trâmite legal: garante segurança jurídica e dá sinal verde para uma estratégia de desenvolvimento industrial de Passo Fundo, conduzida pelo prefeito Pedro Almeida. Com um valor de mercado estimado em R$ 81 milhões, o município não deve simplesmente alienar uma área. Vai fazer concorrência pública que pode começar com um lance mínimo de R$ 32 milhões graças a alienação subsidiada de 40%, aprovada no projeto. O objetivo, não é só valor da venda, mas o compromisso de quem comprar. A licitação foi desenhada para evitar a especulação imobiliária: a empresa vencedora terá que se comprometer contratualmente a produzir, gerar empregos e garantir retorno de tributos. Enquanto o edital final é elaborado – etapa que conclui a fase interna –, a prefeitura avança em estudos técnicos e prospecções que indicam um potencial de investimento privado adicional de pelo menos R$ 30 milhões, variando conforme o nível de tecnologia e inovação a ser empregada no local. A intenção é atrair o segmento industrial.

Maturidade

O passo importante dado com maturidade pela Câmara de Vereadores de Passo Fundo, que aprovou o projeto de forma unânime, também demonstra o compromisso dos parlamentares com o desenvolvimento local e merece ser exaltado.

Novelas

O ano de 2025 pode ficar marcado por ‘finais felizes’ de novelas que Passo Fundo se acostumou a acompanhar nos últimos anos. Tivemos o início da construção da Cadeia Pública, uma novela que data de 2007, com várias perdas e recuperação de recursos federais. Enfim, a penitenciária está com mais de 30% de obra feita com previsão de inaugurar em 2026. A concessão do aeroporto Lauro Kortz, foi outro passo consolidado neste ano, com o plus de termos um empresário daqui, Erasmo Battistella, à frente do negócio. E a notícia da semana sobre a área da Manitowoc fecha esse combo. Afinal, desde 2016, depois de um imbróglio jurídico e tentativas frustradas de instalar novos empreendimentos, se tem a possibilidade real de solução.

Mudança no secretariado

Duas movimentações na prefeitura de Passo Fundo são mais um indicativo de que o ex-prefeito Luciano Azevedo deverá ser candidato a deputado federal na eleição de 2026. O Secretário da Agricultura João Antônio Bordin deve deixar o cargo nos primeiros dias de outubro. Nos últimos 20 anos, Bordin coordenou todas as ações políticas de Luciano fora de Passo Fundo, como deputado estadual e federal. É ele o responsável pelos contatos permanentes com prefeitos, vereadores e lideranças em dezenas de municípios gaúchos.

Fiel escudeiro

Outro que deve deixar a sua função no município é Fernando Sachetti, atualmente diretor da CODEPAS. Tenente da reserva, Sachetti acompanhou Luciano durante os oito anos na prefeitura. Era uma espécie de ‘sombra’ do ex-prefeito, sendo homem de confiança e uma das pessoas mais próximas a ele. Ambos deixam suas atuais funções e passam a se dedicar mais a questões ligadas a região, pelo menos até que Luciano defina por ser ou não candidato.

Outras mudanças

Já a saída de Fernando Boeira da secretaria de Administração não tem relação com eleições. Ele recebeu proposta da iniciativa privada e decidiu aceitar. Nos corredores fala-se em outras mudanças no secretariado, aproveitando a onda. Pode ser que algum dos vereadores seja chamado para compor a administração, abrindo possibilidade para suplentes já conhecidos e com mandatos anteriores.

Lançamento
O Partido Liberal de Passo Fundo vai promover evento no mês de outubro para lançar a pré candidatura de Marcio Patussi a deputado estadual. O evento contará com a presença de lideranças nacionais do partido. Patussi esteve com o presidente Valdemar Costa Neto na última semana em Brasília, que recebeu o convite para o evento. O PL pretende fortalecer candidaturas regionais. Patussi é aposta por ter feito mais de 34 mil votos para prefeito nas eleições de 2024.

Gratificação

O CMP/Sindicato, afirma que o PLC 18/2025 aprovado pela Câmara de Vereadores de Passo Fundo esta semana “é um retrocesso que prejudica docentes, contribui para o desmonte da Educação Inclusiva e ainda transforma as coordenações pedagógicas em possíveis cargos políticos”.  Nele, o Executivo institui a gratificação para os coordenadores pedagógicos, mas retira a gratificação de professores que atendem alunos laudados. A exceção é para professores que atuam na Escola de Autistas Olga Caetano Dias e dos que atuam nas salas de recursos. “Essas pautas deveriam vir em projetos distintos, pois uma é a criação de uma gratificação aguardada há muito tempo pelos professores e tb solicitada pelo sindicato, e a outra é a retirada de um direito que alcança todos os professores”, destaca o CMP.

Gratificação II

Segundo o CMP, a estratégia de criar gratificação para as coordenações pedagógicas é para dividir a categoria. Além disso, o Sindicato sustenta que os critérios para a gratificação retiram a natureza técnico-pedagógica da função, e a definição de coordenadoras(es) passa a ser exclusiva da Secretaria de Educação (SME) e da Prefeitura. No entendimento da entidade, a proposta também abre possibilidade de criar salas de aula segregadas para alunos com deficiência, ferindo a lei da inclusão e a educação do município.

O que diz o Executivo

O Executivo, por sua vez, afirma que o projeto não cria salas exclusivas para Educação Especial e que segue a legislação, garantindo matrícula preferencial na rede regular e mantendo o Atendimento Educacional Especializado (AEE) em salas de recursos. O número de alunos PAEE por turma é regulado pelo Conselho Municipal de Educação, que orienta até três estudantes, contando suas matrículas em dobro para o dimensionamento.

Sobre os direitos
Também afirma que não houve retirada de direitos. Professores que já recebem a gratificação de 40% no AEE permanecem com esse percentual. Para novos designados, foi criado um escalonamento (20% no primeiro ano, 30% no segundo e 40% no terceiro) para promover justiça interna. A gratificação para Coordenação Pedagógica, uma demanda histórica, é inédita e varia conforme o número de alunos, exigindo formação específica e experiência para evitar indicações políticas.

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