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Saúde

Instituto Méderi recruta pacientes para estudos de saúde nos fones 54 3581 1831 e 54 9 8432 7885

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O Instituto Méderi de Pesquisa e Saúde, sediado em Passo Fundo, tem se consolidado como uma das referências na condução de estudos clínicos que avaliam novos medicamentos e tratamentos ainda não disponíveis no mercado. A diretora do Instituto, doutora Keyla Deucher, participou ao vivo da programação da Rádio Uirapuru nesta manhã (2) durante o programa Repórter do Povo e detalhou o funcionamento das pesquisas, o acompanhamento dos pacientes e a importância do voluntariado para o avanço da ciência.

Segundo ela, todo medicamento disponível hoje nas farmácias passou por rigorosas etapas de pesquisa antes de chegar ao consumidor. Essas etapas envolvem testes que comprovam segurança e eficácia, validados por órgãos regulatórios nacionais e internacionais, como a ANVISA no Brasil. “Nós trabalhamos com os medicamentos do futuro. Grande parte deles ainda não está disponível para venda, mas passam pela análise clínica justamente para garantir segurança ao paciente”, explicou Keyla.

Pesquisas aprovadas e monitoramento rigoroso

A diretora destacou que nenhum estudo pode ser iniciado sem a aprovação de comitês de ética, como o da Universidade de Passo Fundo (UPF), além da validação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), em Brasília. “Não existe pesquisa sem ética. Antes de começar qualquer estudo, precisamos passar por um crivo rigoroso, justamente para assegurar que o participante terá mais benefícios do que riscos ao integrar a pesquisa”, ressaltou.

Os estudos realizados em Passo Fundo seguem os mesmos protocolos de centros de referência de países como Estados Unidos e França, garantindo padrões internacionais de qualidade.

Acompanhamento dos voluntários

Os participantes recebem avaliação médica gratuita, exames periódicos e acompanhamento integral por equipes multiprofissionais. Cada voluntário assina um termo de consentimento e, em alguns casos, pode permanecer em acompanhamento por até quatro anos.

“É um cuidado completo com a saúde. O paciente tem consultas regulares, acompanhamento clínico a cada três meses e pode nos contatar 24 horas por dia em caso de qualquer sintoma ou dúvida. Muitos não querem ir embora quando o estudo termina, justamente pela proximidade com a equipe e pelo nível de atenção recebido”, disse a diretora.

Os estudos abrangem doenças cardiovasculares (hipertensão, colesterol alto, insuficiência cardíaca, arritmias), asma e rinite, doença de Alzheimer, além de pesquisas específicas em andamento, como tratamento para fissura perianal e, em breve, estudos para disfunção erétil. O Instituto também participou de pesquisas internacionais de vacinas contra a dengue, com forte adesão de voluntários da área da saúde e estudantes de medicina.

Critérios e direitos dos participantes

Apesar do interesse, nem todos os voluntários são aprovados para os estudos. Alguns podem ser considerados inaptos por questões de segurança, como insuficiência renal ou hepática. “É fundamental entender que, caso um paciente não seja incluído, isso é para a própria proteção dele”, explicou a Dra. Keyla.

Os participantes têm direitos garantidos, mas também deveres. Entre eles, comparecer às consultas, tomar a medicação conforme orientação e manter contato constante com a equipe. “A segurança e o bem-estar estão sempre em primeiro lugar. Trabalhamos com critérios rígidos para proteger os voluntários”, afirmou.

Avanço científico e impacto social

Além dos benefícios individuais, a participação em pesquisas é vista como uma forma de contribuição social. Muitos pacientes relatam que aceitam participar não apenas pelo tratamento oferecido, mas pela possibilidade de colaborar para que, no futuro, outras pessoas tenham acesso a terapias mais eficazes.

A doutora destacou que o tempo médio de desenvolvimento de um novo medicamento pode variar entre oito e nove anos, o que reforça a importância da participação da comunidade desde o início dos estudos.

Contato para voluntários

Interessados em se candidatar para os estudos devem entrar em contato diretamente com o Instituto Méderi:

Telefone fixo: (54) 3581-1831
WhatsApp do recrutamento: (54) 9 8432-7885

As inscrições também podem ser feitas pelas redes sociais oficiais do Instituto: @mederinstituto.

“Quem tiver interesse, seja por condições cardíacas, respiratórias, Alzheimer ou outras áreas em que atuamos, pode nos procurar. Estamos à disposição para orientar, avaliar e, se for seguro, incluir o paciente nos estudos”, finalizou a doutora Keyla Deucher.