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Saúde

Passo Fundo segue novas diretrizes: mamografia a partir dos 40 e pressão 12 por 8 em alerta

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O Ministério da Saúde anunciou mudanças em duas diretrizes importantes para a saúde pública: a ampliação do acesso à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas de câncer de mama, e a reclassificação da pressão arterial de 12 por 8 como pré-hipertensão. O diretor técnico do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, Dr. Juarez Dal Vesco, explicou os motivos dessas alterações e o impacto que podem ter na população.

Segundo Dal Vesco, as mudanças refletem uma tendência da medicina em priorizar a prevenção em vez do tratamento hospitalar. Ele afirmou que a antecipação da faixa etária para a realização da mamografia está relacionada à evolução científica e à necessidade de diagnósticos mais precoces. O médico destacou que, para programas de saúde pública, a mamografia é o exame mais adequado para o rastreamento populacional, embora existam métodos mais avançados, como a ressonância magnética, que não são viáveis em larga escala.

Dal Vesco explicou que exames de sangue não são capazes de detectar câncer de mama, já que os marcadores tumorais apenas contribuem com o diagnóstico, mas não confirmam a presença da doença. Ele alertou que confiar exclusivamente em exames laboratoriais pode ser arriscado. Sobre a capacidade do SUS em absorver a nova demanda de exames, o médico avaliou que os equipamentos disponíveis em Passo Fundo podem atender a população, mas destacou que a execução depende da contratação dos serviços pela rede pública.

O diretor técnico também ressaltou que o SUS garante tratamento completo para pacientes com câncer de mama, incluindo medicamentos. Ele lembrou que homens também podem desenvolver a doença, ainda que em menor proporção. Em Passo Fundo, segundo Dal Vesco, há uma obra em andamento voltada à oncologia no Hospital de Clínicas, com previsão de funcionamento em 2026, que ampliará o atendimento a esses pacientes.

Sobre a alteração nos parâmetros da pressão arterial, Dal Vesco esclareceu que a pressão 12 por 8 continua sendo considerada boa, mas passa a servir como alerta para cuidados adicionais. Ele afirmou que não há necessidade imediata de medicação, mas sim de mudanças no estilo de vida, como controle do sal, prática de atividade física e alimentação balanceada. O médico ressaltou que valores entre 12 por 8 e 14 por 9 exigem atenção, e apenas acima desse limite há indicação para uso de medicamentos.

Dal Vesco reforçou que os números devem ser analisados de forma individualizada por um profissional de saúde, já que cada paciente apresenta condições clínicas próprias. Ele recomendou que a população mantenha hábitos saudáveis, como redução de peso, alimentação equilibrada, maior consumo de potássio e exercícios regulares.

O médico acrescentou ainda que fatores emocionais, como estresse, também influenciam na pressão arterial e nas doenças cardiovasculares. Para ele, cultivar o bom humor e evitar a valorização excessiva de pequenos problemas do cotidiano contribui para a manutenção da saúde.