Nas Entrelinhas: Em duas décadas, PCC cresce de 5 mil para 40 mil integrantes, aponta promotor
Imagem: Divulgação
O Primeiro Comando da Capital (PCC) expandiu-se de cinco mil para quarenta mil integrantes nos últimos vinte anos, segundo destacou o comentarista Mauro Vinícius de Moraes no quadro Entrelinhas da Rádio Uirapuru. Ele citou declarações do promotor Lincoln Gakiya, que investiga a facção há duas décadas, para quem o Brasil pode se tornar um narcoestado em poucas décadas devido ao uso de atividades legais para lavar dinheiro e à falta de integração entre os órgãos de segurança.
Moraes lembrou que o PCC nasceu nos presídios paulistas, após o episódio do Carandiru, e atualmente está presente em 28 países, com forte infiltração na economia formal, incluindo setores como combustíveis e financeiro. De acordo com o comentarista, Gakiya defende a criação de uma agência antimáfia no Brasil, nos moldes do modelo norte-americano, para reunir diferentes instituições no enfrentamento às organizações criminosas.
Ele também observou que a disputa política entre órgãos de segurança enfraquece o combate ao crime organizado, beneficiando a facção. Moraes destacou ainda que, segundo o promotor, somente uma legislação específica e a integração efetiva das polícias, Ministério Público e demais instituições poderiam frear o avanço do PCC.
Ouça o comentário na íntegra: