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Geral

Tarifas de pedágio podem aumentar até seis vezes com Bloco 2, afirma Miguel Rossetto

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

A proposta do governo estadual para concessão do Bloco 2 de pedágios voltou a ser debatida em Passo Fundo e outras cidades da região. O modelo prevê a instalação de 24 novos pórticos em rodovias que ligam Erechim, Passo Fundo e Vale do Taquari, em um total de 408 quilômetros. O tema tem gerado críticas de lideranças políticas, empresariais e comunitárias. Em entrevista à Rádio Uirapuru, o deputado federal Miguel Rossetto (PT/RS) apresentou a posição de sua bancada e defendeu a suspensão do processo.

O parlamentar afirmou que os valores projetados para as tarifas representam um aumento considerado insustentável. Segundo ele, uma viagem de carro de Passo Fundo a Erechim, que hoje custa R$ 4,90 ida e volta, passaria a R$ 29,00. No caso de caminhões, o trecho Passo Fundo–Lajeado, que atualmente custa R$ 31,20 para três eixos, chegaria a R$ 205,00. Rossetto declarou que tarifas mais altas desestimulam a integração regional e prejudicam a logística e a economia local.

Ele propôs que o leilão seja suspenso e que o governo estadual utilize recursos do Fundo do Plano Rio Grande (FUNRIGS) para investimentos imediatos. De acordo com o deputado, seriam R$ 1,5 bilhão disponíveis para obras em um prazo de três a quatro anos. A avaliação do edital está em andamento no Tribunal de Contas do Estado, com previsão de análise até o início de outubro.

Rossetto relatou que, mesmo após manifestações críticas em audiências públicas, o governo manteve a proposta, reduzindo investimentos sem diminuir proporcionalmente as tarifas. O parlamentar destacou que contratos de concessão têm validade de 30 anos e, por isso, exigem atenção para evitar que a população seja onerada por um período prolongado.

Ele informou ainda que sua bancada apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa para suspender o edital, além de questionamentos técnicos junto ao Tribunal de Contas. O deputado afirmou que a intenção é garantir boas rodovias e infraestrutura logística no Rio Grande do Sul, mas com custos que considera compatíveis com a realidade social e econômica da região.