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Polícia

PRF registra mais de 600 multas por embriaguez em 2025 e reforça fiscalização nas estradas

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O último fim de semana registrou uma sequência de acidentes graves em rodovias da região Norte do Rio Grande do Sul, com mortes e famílias destruídas em ocorrências ligadas, em grande parte, à combinação entre álcool e direção. Para falar sobre o cenário e as medidas de fiscalização, o chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Passo Fundo, Eduardo Dalla Corte Tofoli, detalhou os números e alertou para a responsabilidade dos condutores.

Tofoli afirmou que o período foi marcado por uma série atípica de acidentes nas rodovias federais e estaduais. Apenas nas federais, foram nove ocorrências que resultaram em três mortes, incluindo uma em Seberí e duas em Carazinho.

De acordo com ele, em vários casos os condutores haviam consumido bebidas alcoólicas antes de dirigir. Essa combinação foi determinante para acidentes graves, como o registrado na BR-285, em que um motorista embriagado se envolveu em colisão frontal que resultou na morte de um casal e deixou órfão um menino de cinco anos. A criança passou por cirurgia e permanece hospitalizada.

O chefe da PRF destacou que não há lacunas na legislação para punir motoristas embriagados. Ele lembrou que mesmo em casos de recusa ao teste do etilômetro, o condutor sofre as mesmas penalidades administrativas, que incluem multa de R$ 2.934 e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação. Quando há indícios de embriaguez, os policiais preenchem um termo de constatação e encaminham o motorista para avaliação médica, procedimento que também pode comprovar o estado de alcoolemia.

Tofoli reforçou que, quando um acidente com morte envolve condutor alcoolizado, a responsabilização criminal deixa de ser por homicídio culposo e passa a ser enquadrada como homicídio por dolo eventual, com pena que pode chegar a 20 anos de prisão. Segundo ele, dirigir alcoolizado e causar uma morte é considerado crime de assassinato.

O chefe do Núcleo de Fiscalização explicou ainda que a PRF atua de forma estratégica em pontos críticos das rodovias, com foco na prevenção. Ele informou que neste ano já foram aplicadas mais de 600 multas por embriaguez na região, o que, segundo ele, indica que várias mortes podem ter sido evitadas.

Tofoli observou que, embora a fiscalização seja intensificada em períodos de maior fluxo, como fins de semana e feriados, a limitação de efetivo impede presença constante em todos os trechos. Mesmo assim, reforçou que todos os motoristas abordados em blitz da PRF são submetidos ao teste do bafômetro, independentemente de apresentarem ou não sinais de embriaguez.

Para o chefe da PRF, a responsabilidade dos condutores é fundamental para reduzir a violência no trânsito. Ele destacou que não se trata de escapar da fiscalização, mas de garantir a preservação da própria vida e a segurança de outras pessoas nas estradas.