Para ouvintes do Sem Segredo, fechamento de turmas vai prejudicar ainda mais a educação gaúcha
Com base no número reduzido de alunos e na saída de professores, o governo estadual anunciou nesta semana que vai fechar 600 turmas em todo o Rio Grande do Sul. Aprincipal justificativapara medida é a dificuldade financeira enfrentada pelo Estado. O tema foi discutido no programa Sem Segredo do último sábado (21). Segundo o responsável pela 7ª CoordenadoriaRegional da Educação, Santos Olavo Misturini, a região de Passo Fundo é um exemplo de que o número de alunos vem reduzindo significativamente.
De 2012 a 2016, seis mil alunos não se matricularam na rede estadual. De 2015 a 2016, mais especificamente, dos mil não procuraram as escolas estaduais. Santos informou que dentre os 32 municípios atendidos pela Coordenadoria,mais da metade das instituições de ensinoestão com poucos estudantesnas salas, algumas comcerca de oito alunos./ A nova reestruturação do governo vai atingir principalmente os colégios do interior. Na região, nove escolas serão enturmadas, ou seja, readequadas. As turmas só poderão ser formadas com no mínimo 16 alunos.
Santosressalta que, no caso de Passo Fundo, cerca de12 escolas possuem entre16 a 45 alunos do 1º ao 9º. O dado fica mais preocupante se dividir esses números em nove turmas. A região também contará com 108 classesmultisseriadas, onde turmas com poucos alunos do 1º ao 3º ano serão transformadas emuma única turma.
O presidente do Cpers, Orlando Marcelino destaca que o fechamento de turmas também vai resultar na demissão de professores. Marcelino ressaltou que os últimos governos não tem priorizado a educação, pelo contrário, eles consideram ela como uma despesa, por isso o corte de gastos com o fechamento das turmas. Para o presidente do Cpers, jovens nas escolas é menos pessoas envolvidas com o tráfico e em presídios. Mas, para que isso aconteça, é necessário mais escolas.
O ouvinte Luciano teme que, com o fechamento de turmas, as escolas localizadas na área central do município superlotem. Hoje as instituições de ensino mais procuradas são as centrais, como Protásio Alves, Fagundes dos Reis, Adelino Pereira Simões e Arcoverde.
Outro ponto levantado pelo governo estadual é o desligamento de na média de 6 mil professores por ano, por aposentadoria ou por pedidos de demissão. Os ouvintes temem que com isso, a situação se agrave ainda mais.