Skip to content

Geral

Corsan projeta expansão da rede de esgoto e estima 87% da cidade conectada em menos de 10 anos

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

A Corsan projeta que 87% das residências de Passo Fundo estarão conectadas à rede de esgoto em menos de 10 anos. O anúncio foi feito durante participação no programa Uirapuru Ecologia, com o gestor de relações institucionais da Corsan Regional Planalto, Aldomir Santi, e o especialista em operações, responsável técnico pelo sistema de abastecimento de água e esgoto em Passo Fundo, Lucas Donato Nunes.

Aldomir Santi explicou que a meta da companhia é atingir 90% de cobertura do esgoto coletado e tratado até 2033, com possibilidade de antecipação para 2031. Ele destacou os desafios técnicos e logísticos do trabalho, como clima, topografia e presença de rochas, e listou os bairros em que as obras estão em andamento: Centro, Petrópolis, São Cristóvão, Anes, Grande Veracruz, Valinhos, Moron, Independência, General Osório, Caranhas e a região do presídio. O gestor também ressaltou a importância de cuidados por parte da população, como não ligar tubulações de água da chuva à rede de esgoto, manter caixas de gordura e isolar fossas sépticas antigas.

Além das obras, Santi destacou que a Corsan vem reconhecendo grandes consumidores de água com o selo de certificação de qualidade, destinado a empresas que consomem mais de 100 mil litros por mês e realizam corretamente o tratamento do esgoto, sem recorrer a fontes alternativas sem tratamento.

Já o especialista Lucas Donato Nunes explicou que Passo Fundo conta com duas estações de tratamento de esgoto, Araucária e Miranda, que recebem e tratam o esgoto de acordo com padrões técnicos. Ele alertou sobre a importância de não descartar resíduos sólidos no vaso sanitário ou na rede de esgoto, já que as estações foram projetadas exclusivamente para esgoto líquido.

Nunes também abordou os desafios do abastecimento de água em períodos de estiagem ou chuvas intensas, afirmando que atualmente o fornecimento está em condições ideais, com barragens cheias e tratamento adequado. Sobre a tarifa, ele esclareceu que o valor não é fixo em dois mil reais, mas calculado com base em 70% do volume de água consumido. O especialista ainda detalhou os procedimentos adotados em casos de ligações clandestinas ou lançamento de materiais sólidos na rede, práticas que comprometem o funcionamento das estações e a qualidade da água. Segundo ele, a Corsan mantém fiscalização e busca soluções técnicas para garantir eficiência e segurança no sistema.