Sem Segredo: para especialistas a operação Lava Jato deve continuar eficiente
O Sem Segredo do último sábado discutiu sobre o futuro da Operação Lava Jato após a morte do ministro Teori Zavascki, no dia19. Participaram do programa o delegado da Polícia Federal, Mário Luiz Vieira, e o advogado criminalista Dr. Osmar Teixeira.
A opinião entre os ouvintes ficou dividida, sendo que alguns acreditam que a operação não vai parar e que a morte do ministro não terá prejuízo à sequência da Lava Jato, enquanto que outros acham que os resultados positivos não virão. Para o advogado Osmar Teixeira, a Lava Jato é uma investigação eficiente e bem-sucedida e que pode demorar um pouco para ser concluída, mas que não irá parar.
Para ele, a operação veio num momento importante da nossa história, é um marco e deve continuar. O advogado acredita que primeiramente o processo será redistribuído internamente e depois será nomeado um novo ministro, o que seria o mais adequado. Para ele, o grande risco que se tem é a nomeação de alguém com formação jurídica e político.
Teixeira também salientou que a corrupção é um problema grave no mundo inteiro, que sempre existiu, porém, cresceu no Brasil de tal forma que extrapolou qualquer tipo limite de tolerância, se tornando um entrave ao desenvolvimento do país. Ele salientou há muitas falhas na nossa legislação, sendo que muitos corruptos acabam voltando para o cenário político e econômico como se nada tivesse acontecido. Teixeira destacou que é preciso um aperfeiçoamento na nossa lei, mas o problema está justamente no poder legislativo que está corrompido.
Já o delegado da Polícia Federal, Mário Vieira, destacou que baseado em centenas de operações policiais, entende que a Lava Jato se tornou institucional e não tem como parar a investigação. Ele frisou que entende que haverá uma mudança de rumo do processo, mas acredita que não irá prejudicar a operação, e que todas as delações serão homologadas e que os envolvidos na rede de corrupção vão responder, pois a corrupção deixa rastros.
Para ele, se as prisões preventivas saíssem no STF nos mesmos moldes que estão sendo efetuadas em Curitiba (PR), com uma força-tarefa, teríamos a reposta da Lava Jato ainda muito melhor. Vieira também destacou que a investigação deve continuar com o entrosamento entre os poderes e todo o sistema judicial voltado para a punição da criminalidade.