Qualidade do azeite vai além da acidez, explica produtor gaúcho na Expointer 2025
Durante a cobertura da Rádio Uirapuru na Expointer 2025 a repórter Tatiane de Souza, conversou com a empresa Prosperato, especialista em azeite. De acordo com o proprietário da empresa, Rafael Marchetti, a produção do azeite é complexa e passa por diversos processos desde o campo até o envasamento. O Rio Grande do Sul é responsável por 80% da produção do Brasil e tem os melhores azeites do país.
Conforme Rafael, a maioria das pessoas avalia um bom azeite pelo nível de acidez. No entanto, esse é apenas um dos parâmetros qualitativos, por isso, os consumidores devem ficar atentos também a informações como: ano da safra, data de envaze e a variedade da azeitona utilizada. Ele explica que a acidez altera com o passar do tempo, já as demais informações não se alteram. Desse modo, a acidez não é determinante para definir que um azeite é melhor que o outro.
O especialista destaca os benefícios do azeite de oliva, pois além de muito saboroso, ainda é saudável. Os antioxidantes presentes na azeitona fazem bem para o nosso organismo e auxiliam em uma alimentação balanceada. De acordo com Rafael, um fator determinante para a qualidade é o tempo entre a colheita da azeitona e a extração do azeite. O especialista destaca que as oliveiras não tem prazo de vida e tem árvores na Europa, por exemplo, que estão produzindo a fruta a mais de 300 anos.