Skip to content

Saúde

HSVP reforça conscientização sobre câncer infantil durante Setembro Dourado

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), por meio do Centro Oncológico Infantojuvenil, participa da Campanha Setembro Dourado, voltada à conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer em crianças e adolescentes. O objetivo é alertar famílias, cuidadores e profissionais de saúde sobre a importância da atenção aos sinais e sintomas da doença.

O oncologista pediátrico e coordenador do Centro Oncológico Infantojuvenil do HSVP, Dr. Pablo Santiago, explicou que, ao contrário do câncer em adultos, não existem exames de triagem capazes de prever a doença em crianças. Ele destacou que a maioria dos casos é aleatória e que o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de cura.

De acordo com Santiago, os cânceres mais frequentes variam conforme a faixa etária. Na primeira infância, até os cinco anos, predominam as leucemias, os tumores de sistema nervoso central e os neuroblastomas. Já na adolescência, aumentam os casos de linfomas e tumores ósseos, relacionados ao período de crescimento.

O médico ressaltou que sintomas persistentes devem ser observados com atenção. Nas leucemias, podem ocorrer anemia, manchas pelo corpo, infecções recorrentes, aumento do abdômen ou dor óssea. Nos tumores cerebrais, os sinais podem incluir dor de cabeça constante, vômitos, alterações de equilíbrio e visão. Já no caso de tumores ósseos, dores prolongadas que não melhoram com o tempo precisam ser investigadas.

Santiago afirmou que, embora existam síndromes genéticas associadas a alguns tipos de câncer, de 90 a 95% dos casos na infância não têm relação hereditária. Ele reforçou que o tempo até a definição do diagnóstico e início do tratamento é decisivo para o sucesso terapêutico.

O especialista também destacou que o Centro Oncológico do HSVP é referência regional e recebe pacientes encaminhados por meio do sistema de regulação. Segundo ele, não há fila de espera para consultas, que costumam ser agendadas na mesma semana após a suspeita clínica.

Para Santiago, a conscientização deve envolver famílias, escolas e profissionais de saúde. Ele reforçou que os sinais não devem ser minimizados e que, diante de dúvidas, a investigação médica deve ser realizada imediatamente.