Emoção, Afeto e Comportamento: cuidados paliativos são dignidade para o fim da vida
A medicina é uma das práticas humanitárias que se desenvolve em alta velocidade, com avanços tidos como impensáveis até poucos anos. Hoje a medicina tem à frente grandes profissionais em Passo Fundo, todos formados na robusta rede educacional local, com décadas de tradição. Ao mesmo tempo, a robótica e inteligência artificial potencializam a capacidade destes médicos.
No entanto, há ainda um fato que não pode ser mudado: a morte. Neste contexto, a medicina implementa o que se chama de medidas paliativas. O assunto foi tema do mais recente programa Emoção, Afeto e Comportamento, na Uirapuru. Apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer, o programa recebeu o médico Dr. Daniel Marcolin, que é especialista e atua em geriatria. Conforme ele, os médicos atuam sempre na esperança de salvar as vidas, resolver problemas de saúde e contornar situações, muitas vezes extremas.
Porém, ninguém consegue vencer a morte e isso, de certa forma, frustra estes profissionais. A medicina paliativa chega para dar um sentido de que, mesmo diante da morte certa, a pessoa tenha dignidade e cuidado máximo para reduzir qualquer tipo de sofrimento físico e emocional. Isso é humanidade e nos difere dos demais seres. Para o médico, cuidados paliativos são tão importantes quanto os cuidados de saúde para pacientes que sobreviverão, sendo assim a base da dedicação da medicina.