Comentário do Dia: 71 anos após sua morte, Getúlio Vargas ainda provoca debate sobre seu papel no país
No programa Repórter do Povo da Rádio Uirapuru, desta segunda-feira (25), Maurício Paim lembrou os 71 anos da morte de Getúlio Vargas, ocorrida em 24 de agosto de 1954. Ele destacou a trajetória política do ex-presidente, desde o início como deputado estadual e federal até a chegada ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, onde encerrou a vida com um tiro no peito.
Paim recordou que Vargas assumiu a presidência em 1930, após a chamada Revolução de 30, permanecendo no poder até 1945. Nesse período, alternou momentos de governo democrático e ditatorial. O comentarista ressaltou que, com o fim da Segunda Guerra Mundial, cresceu a pressão pela sua saída, o que levou à renúncia em 1945. Em 1950, Vargas voltou ao cargo por meio da eleição direta, iniciando um governo com propostas de fortalecimento do Estado brasileiro.
Segundo Paim, um dos marcos desse período foi a criação da Petrobras em 1953, o que gerou atritos com adversários políticos favoráveis à abertura para o capital estrangeiro. Ele explicou que Vargas resistiu às pressões, mas enfrentou forte oposição, sobretudo após o atentado da Rua Tonelero, em agosto de 1954, que envolveu integrantes de sua segurança pessoal.
O comentarista observou que, após uma reunião com ministros na madrugada de 24 de agosto de 1954, Vargas cumpriu a promessa de que só deixaria o Palácio do Catete morto. Para Paim, o legado do ex-presidente ainda gera divisões, já que há quem o critique e quem o exalte. Ele avaliou que nenhum político atual teria atitudes semelhantes às de Getúlio Vargas.
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