Editorial do Jornal Troca-troca: A revolução das redes sociais
Estamos vivendo a “era das tecnologias de informação”, ou seja, uma era com forte presença no nosso cotidiano da informatização. Praticamente, estamos passando por aquilo que nossos antepassados vivenciaram com a Revolução Industrial. Hoje, fazemos parte da Revolução Informatizada. Essa “revolução” se torna ainda mais impactante quando falamos de “redes sociais”. A evolução dessas redes é fascinante, pois a tecnologia está moldando a nossa forma de agir, interagir e consumir. É inegável que as redes sociais fazem parte da nossa vida diária, tanto em questões políticas, sociais, econômicas e culturais.
A rede social não é tão nova quanto parece, pois surgiu em 1997 com o Six Degrees, considerada a primeira rede social. A partir dos anos 2000 teve início a popularização em massa. Os mais antigos vão lembrar do Orkut, que foi um fenômeno cultural com suas comunidades. O avanço foi ainda maior com o Facebook e a partir de 2010 com a tecnologia dos smartphones a grande explosão com o Instagram, WhatsApp e Tik Tok. E a coisa não vai parar por aí, pois as redes sociais continuarão a evoluir cada vez mais. Elas surgiram para ficar, pois foram criadas com o objetivo principal de auxiliar a aproximar as pessoas.
Infelizmente na prática de alguns usuários, a ideia inicial de ser uma tecnologia que auxilia as pessoas, foi sendo deixada de lado e as redes sociais passaram a ser usadas de forma negativa e prejudicial. Passados esses anos da sua popularização, podemos fazer uma análise mais profunda de tudo o que aconteceu e vem acontecendo. As redes sociais surgiram como a maior das maravilhas. Comunicação fácil e ágil, o mundo se aproximando. Infelizmente o ódio, mentiras, falsidades, maldades e negacionismo, também se propagaram na mesma proporção, com pessoas até deixando de lado o mundo real aqui de fora das redes e só crendo no que ali alguém posta.
Essas questões negativas se espalharam da pior maneira, sendo essa a triste realidade atual, com um acréscimo significativo: o também mau uso da Inteligência Artificial, que foi saudada como mais um grande feito da ciência, no maior avanço da humanidade nesses últimos dois anos.
Ao mesmo tempo que a tecnologia avança buscando facilitar nossa vida, também avança o seu uso de forma prejudicial. Assim foi com o “drone”, considerado um horizonte magnífico de atividades para o bem, no entanto, a maioria das notícias sobre uso de “drones” é quando os mesmos são usados como armas de guerra, tráfico de drogas e todo tipo de contravenção.
Se o Criador não fosse um Ser Onipresente e Onipotente, e fosse apenas um mero mortal, com certeza Ele olharia para sua criação e ficaria decepcionado. O homem não aprendeu com os erros do passado, que provocaram inúmeras guerras e milhões de mortes. O próprio Santos Dumont, quando percebeu que sua invenção, um dos maiores acontecimentos da história estava sendo utilizada para tirar vidas, ele próprio acabou tirando sua própria vida, tamanha foi sua decepção.
E agora? Daqui para frente o que vai acontecer? Qual será a nova tecnologia que chegará para dominar? Que desvirtuamento do seu propósito original será dado? A sociedade do século XXI, depois de tantas tragédias e sofrimento e que deveria aprender com isso, parece que está entrando numa era de retrocesso. Voltamos a ser bárbaros e criando inimizades com tudo e com todos e expondo aqueles que eu não gosto ou não compartilham da minha ideia nas redes sociais. Quem poderá nos salvar? Ficamos todos na torcida para que o Universo conspire a favor do bem e que as religiões, independente de matizes, possam auxiliar a sociedade para reverter esse quadro e possam fortalecer os tradicionais valores éticos, morais e civilizatórios para o bem de todos nós.