Fórum Nacional do Trigo e da Soja debate aplicações de drones no campo
O uso de drones na pulverização agrícola foi um dos temas abordados no segundo dia do Fórum Nacional do Trigo e da Soja, que ocorre até esta quinta-feira na Universidade de Passo Fundo. O assunto foi tratado pelo pesquisador da Fundação ABC, Fabrício Povh, que explicou como essa tecnologia pode auxiliar produtores rurais e quais são os desafios para sua adoção.
Segundo ele, a pulverização com drones é uma prática relativamente recente e apresenta vantagens e limitações. Entre os benefícios, está a possibilidade de aplicação em áreas onde máquinas não conseguem entrar devido a chuvas ou à altura das lavouras, além de atuar em locais de difícil acesso para aviões, especialmente em regiões com talhões menores e topografia irregular.
Povh destacou que as principais dificuldades estão relacionadas à necessidade de mão de obra especializada para operação, às restrições impostas pelas condições ambientais e ao tempo limitado de voo, devido à autonomia das baterias. Ele informou que, embora os drones tenham aumentado de tamanho e capacidade de tanque, a duração das baterias ainda é um ponto a ser aprimorado.
De acordo com o pesquisador, o uso da tecnologia é mais frequente nos estados do Sul, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as características das propriedades favorecem sua utilização. No Cerrado, onde os talhões são maiores, o avião ainda é a opção mais utilizada para pulverização aérea.Povh acrescentou que os testes com drones vêm sendo feitos em culturas como soja, milho, trigo, feijão e cevada.
A Fundação ABC, onde o pesquisador atua, é uma instituição privada de pesquisa mantida por agricultores de três cooperativas de origem holandesa: Capal, Castrolanda e Frísia. Conforme ele, o trabalho da entidade é avaliar e validar tecnologias que possam ser aplicadas de forma prática nas propriedades rurais.