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Hospital de Clínicas de Passo Fundo adota assistente virtual para orientar pacientes oncológicos

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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A inteligência artificial tem sido cada vez mais incorporada na área da saúde em Passo Fundo, trazendo novas ferramentas para melhorar o atendimento e o suporte aos pacientes. No Hospital de Clínicas de Passo Fundo (HCPF), um assistente virtual desenvolvido para o Centro de Oncologia tem contribuído para esclarecer dúvidas de pacientes e familiares sobre medicações e orientações do tratamento. O farmacêutico residente Otávio Castro, responsável pela criação da ferramenta, explica que o objetivo principal é oferecer informações seguras e acessíveis que possam aumentar a efetividade do tratamento oncológico e a segurança do paciente.

O assistente virtual funciona por meio de um QR Code impresso nas embalagens dos medicamentos fornecidos aos pacientes oncológicos. Ao escanear o código com a câmera do celular, o paciente ou seu familiar acessa um sistema que oferece orientações detalhadas sobre a posologia, possíveis interações medicamentosas e sinais de reações adversas. Segundo Otávio, essa tecnologia visa suprir as limitações das tradicionais folhas de orientação em papel, que podem ser facilmente perdidas ou danificadas, e garantir que o paciente tenha acesso 24 horas por dia a informações confiáveis, mesmo após receber alta hospitalar.

O desenvolvimento da ferramenta surgiu a partir da rotina observada na farmácia do hospital, onde Otávio identificou que muitos pacientes apresentavam dúvidas frequentes relacionadas ao uso correto dos medicamentos. Mesmo sem formação específica em tecnologia da informação, ele utilizou recursos de inteligência artificial e plataformas online para criar o assistente, que já está disponível para pacientes oncológicos do HCPF, incluindo aqueles atendidos pela Servipress, que recebem o suporte em suas cidades de origem por meio do QR Code. Otávio relata que o número de acessos à ferramenta tem crescido espontaneamente, demonstrando sua aceitação e utilidade.

Atualmente, o assistente virtual responde às dúvidas dos usuários de forma reativa, ou seja, o paciente precisa acessar o sistema para obter as informações. No entanto, a equipe de desenvolvimento está trabalhando em uma segunda versão que incluirá notificações automáticas personalizadas, com alertas sobre horários e dosagens de medicação, ampliando a interação e o acompanhamento do tratamento. Embora ainda esteja em caráter experimental, a ferramenta já apresenta resultados positivos na adesão e na segurança dos pacientes.

Além do trabalho com a inteligência artificial, Otávio atua como farmacêutico residente no hospital, responsável pela avaliação das prescrições médicas oncológicas, manipulação de quimioterápicos e acompanhamento contínuo dos pacientes durante o tratamento. Ele destaca a importância da segurança e da precisão nesse processo para garantir a efetividade dos medicamentos e minimizar riscos. Segundo Otávio, o acompanhamento próximo e o uso da tecnologia podem contribuir para melhores resultados terapêuticos e maior qualidade de vida dos pacientes.

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