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Comentário do Dia: Casos recentes reacendem debate sobre violência contra mulheres no Brasil

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

No programa Repórter do Povo, da Rádio Uirapuru, desta segunda-feira (11), o comentarista Maurício Paim destacou a ocorrência de casos recentes de violência contra mulheres no Brasil. Ele citou episódios registrados nos últimos dias, como o de uma mulher que recebeu mais de 60 socos do companheiro e precisou de reconstituição facial, além do caso de agressão dentro de um elevador que não foi tipificado como tentativa de feminicídio. Também mencionou crimes ocorridos no Dia dos Pais, incluindo um triplo homicídio em São Paulo e o assassinato de um pai e sua filha em Porto Alegre, ambos motivados por ciúmes e inconformidade com separações.

Paim chamou atenção para a necessidade de identificar sinais de comportamento abusivo antes que ocorram agressões mais graves. Segundo ele, frases que buscam diminuir a mulher, como “sem mim você não vai ser nada”, isolamento e ausência de diálogo podem indicar risco. “Esse tipo de fala inicialmente vai gerar outras ações, e tudo isso vai chegar num momento que vai desencadear numa agressividade mais violenta”, afirmou.

Ele também defendeu que a legislação seja mais rigorosa no tratamento dos casos. Para o comentarista, medidas como proibir a aproximação do agressor não são suficientes. “No primeiro ato de violência, o cidadão já tem que ser duramente punido. É preciso fazer uma alteração na legislação brasileira, urgente”, disse, ressaltando que não considera a polícia ou os delegados como responsáveis pelas falhas.

Paim reforçou a importância de as mulheres vítimas de ameaças ou agressões buscarem afastamento imediato do agressor e contarem com apoio familiar. “Logo, logo você vai estar trabalhando, tocando a sua vida e cuidando dos seus filhos normalmente”, afirmou. Ele também destacou que a falta de estrutura familiar pode dificultar a saída de um relacionamento abusivo e que a presença de parentes próximos pode facilitar o rompimento e proteção da vítima.

Ouça o comentário na íntegra: