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Geral

Especialistas alertam para atraso de 80 anos na compostagem e cobram mudança urgente nos hábitos de descarte

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Na manhã do último sábado (09), foi realizada mais uma edição do programa Uirapuru Ecologia, que debateu sobre a importância da compostagem orgânica, um processo biológico de decomposição controlada de materiais orgânicos, como restos de alimentos, folhas e outros resíduos. Esse processo resulta na produção de um composto rico em nutrientes, que pode ser utilizado como adubo natural em jardins, hortas e na agricultura, substituindo fertilizantes químicos. O programa foi apresentado pelo geólogo Luiz Paulo Fragomeni.

O técnico em agricultura orgânica, José Belém, participou do programa e explicou que tudo o que passa por uma vida,  e que essa vida descarta,  é um resíduo orgânico. No dia a dia, em nossas casas, precisamos ter consciência disso para que possamos contribuir com o desenvolvimento do meio ambiente. Ele ressalta que identificar um resíduo orgânico e realizar sua separação é algo prático: cascas de frutas, papelão sujo de gordura (como o da pizza), entre outros itens, entram nessa categoria.

José explica que, a partir disso, é preciso ter um pouco de conhecimento técnico para misturar adequadamente esses materiais, de forma que a natureza possa transformá-los novamente em alimento — no caso, para a vida vegetal. Entretanto, o especialista frisa que estamos com um atraso de 80 anos em relação à inovação nos processos de compostagem. Segundo ele, ainda praticamos métodos primitivos, e é necessário que mais pessoas adotem a compostagem como um hábito diário, e não como uma exceção dentro da comunidade.

O secretário-executivo da Agenda 21, Ademar Marques, também participou do programa e falou sobre a importância da separação dos resíduos. Ele apresentou dados que mostram que, no Brasil, mais de 43% desses materiais ainda são destinados a lixões. “A população está brincando com algo muito sério. Precisamos, com urgência, prestar mais atenção na separação e na produção da compostagem”, alertou.